Mostrando postagens com marcador Poesia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poesia. Mostrar todas as postagens

Vida

Somos o que de nós contam os livros
Desbravadores de mares
Represadores de rios
Estamos em tudo que há

Fazemos ímpares os dias
Conduzidos pelo pensamento
Tropeçando nas horas
Que passam como o vento

Alguma Sinceridade

Sinceridade é algo simples assim
Geralmente a gente tem algum cúmplice
Nessa louca história mágica
Sinceridade, elemento imprescindível
Para que a relação seja estável

Futuros incertos para presentes caóticos






Futuro é tudo que será

Passado foi o que já passou

Presente é o que é



Realidades distorcidas em meio ao caos urbano

Cobranças indevidas com tendências suicidas

O sono que foge da mente perturbada

A manhã que chega sem ser desejada

A noite que não mais descansa

O dia que não mais tem cor



Dias cinzas são reais

Ensolarados desejados

Floridos não mais esperados



Em meio ao caos respira

Em meio a dor chora

Em meio a solidão espera

Em meio a multidão está só



Um dia chega

Um dia vai embora

Para quê ?

Para lembrarmos que futuros incertos

São sempre fruto de presentes caóticos





Marcus Campolina

Ao sabor de duas almas

Entra no meu coração
E sentencia que quer habitá-lo
Me pede a permissão
E eu não posso jamais negar
Pois sei que antes
Ao ouvir a palavra amor
Eu tremia

O amor que nos faz

Quando estamos sós
Existe necessidade de harmonia
Então depois fica assim mais fácil
Colocar-nos a junto viver

As mensagens de um novo ano

Todos os momentos são válidos
Tudo que aprendemos é salutar
Todo conhecimento não ocupa lugar
Vamos encher de vida os espaços vagos

Te acompanharei...

Os caminhos
Nós trilhamos
E ainda nós vamos
Palavras me escapam
Ao seu lado, engasgam
Fico sem reação

E Sonhos por realizar
São mais do que parecem
Não se fazem sozinhos

Um coração verdadeiro

Muitas vezes a gente sente
Nosso mundo, como um barco, naufragando
Dentro um mar cheio de loucuras, hipocrisias
Tantas vezes até tentamos
Ajudar este mundo doente
E todos aqueles que nele sofrem
Mas somos parados pela ironia que não faz
Pela inveja que nos jaz
Pelo maldizer que desfaz

Mar de Palavras

Lá onde se nasce o sol
E o vento nos sopra
Encontram-se as palavras
De quem vive apaixonado
E passa dias sonhando

Exegese

Vida apressada
Que não vai parar
Onde vejo nascer o sol
Onde o vento nos sopra
Por oito tempos
Estão todas as palavras
De quem vive apaixonado
E não esquece
Tudo que acontece

Todo Mundo...

Todo mundo faz a vida engraçada
E todo o mundo tem a alma emaranhada
Todo mundo tem uma infância relembrada
No canto do quarto esquecido

Todo mundo tem mundos de sonhos
E cantos de alegria bem vedados
Todo mundo procurou alguma coisa um dia
E alguma coisa não encontrou

Todo mundo clama às autoridades
Uma lei contra sua própria solidão
Que ninguém seja esquecido
E que ninguém seja deixado

Todo mundo tem apenas uma vida
E todo mundo se esquece disso
Eu vejo gente que a dobra
E vejo quem nem a vê

Todo mundo cobra das autoridades
Uma lei contra essa indiferença
Que ninguém seja lixo
E que ninguém seja descartado

Todo mundo leva a vida numa boa
E todo mundo enxerga um pássaro que voa
Pra todo mundo há um dia que ressoa
No tempo de uma hora não vista
Nas rodas da vida, esquecida


Leonardo Távora

Amar, Crer e Ser

Veja só, já é de manhã
Eis o dia que você lembrará
Levante-se, olhe à frente e vá
Há sempre quem acredite em você
Não, jamais se renda
Busque no mundo a vida

O sol lá fora nos convida
E para as coisas que você teme
Coloque tudo ali, ao largo
Seja a criança que existe em você
A criança é nosso melhor guia
A deixe voar

O que está em nossas mãos

Tudo está dentro de você
O riso nos olhos
A vida num sonho
E, sempre, o sonho é realidade

Em todos os dias, crescer
O que nos é paixão
Entre os muitos desafios
Acreditemos em nós mesmos

Em cada momento
A escolha é nossa
E não se esqueça que
A gente tudo decide

O canto livre
Gritos da alma
Em suas mãos, se quiser
O destino, assim

Nunca desista
Do que só depende de você
Vivamos esses loucos dias
Façamos nós mesmos o nosso destino

Leonardo Távora

Desconexões com algum sentido

Quando a gente está feliz,
A sala não tem paredes,
Tem o frescor da natureza, árvores infinitas,
Quando a felicidade invade a gente,
É como se o limite não nos fosse o céu,
Eu vejo o céu... Nós olhamos...

Detalhes dos céus

O Sol é a luz, a vida e a consciência 
Nós somos o intelecto, a forma de pensar e de se comunicar 
Flexíveis e mutáveis, temos capacidade natural de aprender e de adaptar
Somos muito observadores e podemos apresentar muitas habilidades 
Intelectuais, manuais...

Avatares

Te chamam de gordo
Você começa a dieta, academia, suplementos,
Batata doce, clara de ovo, salada,
Um pouco de fome, um certo sacrifício
Mas, você emagrece
E então te falam:
- Você é muito magro.

A metade de um

A metade da hora são os trinta minutos
De um minuto, trinta segundos
De um dia, meio dia
Da tulipa, uma pétala
De uma vida? Mais vida ainda

Livrai-nos dos humanos males...

A gente, sim, conhece os humanos deuses
Que tudo sabem sobre o mundo deles
E a todos sentenciam com dedos rijos
Escondidos de si mesmos sob fortes vidros

Um monte de amor

O amor subiu a montanha
Chegou ao topo, feliz
E ali ficou por um bom tempo
Contemplando a beleza
A grandeza de tal ato, é fato,
Deixou-o orgulhoso de si
Mas, o amor é incoerente
E de repente sente
Lá em cima, momentos depois,
Que ali não é seu lugar
Ele é do mundo, da vida,
De todos e de qualquer um
Lá na cumeeira, à beira,
Perguntou-se e agora?
Vou pra onde, se aqui é o limite?
E perdeu o brilho nos olhos,
Ficou frouxo, chocho
E então desceu, coxo,
Meio manquitola
Desequilibrou-se, perdeu o prumo
E meio sem rumo
Rolou a ribanceira, ralou-se todo
Na queda, no tombo, no escombro
Ganhou mais uns arranhões
Como se ainda tivesse poucos
Apoiando-se nas pedras, nos tocos
Já cego, tateando o caminho
Chegou no fundo do poço
Sozinho