Versos pequenos
Coisas que faço
Palavras ao vento
Surdas canções que te falo
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Música: Minha estrela Rachel
Pra não dizer que não me lembro
De quando eu era pequeno
Deitado em minha cama, eu via
Poucas estrelas brilhando no céu.
Sem muito destino na vida
Pequenas chances sei que tinha.
Pois, quando olhava para o alto,
Quase não via estrelas no céu.
Versões: "Ah, o meu maior presente"
Eu ja disse aqui uma vez que fazer versão de canções estrangeiras é um exercício bastante difícil. Não é apenas traduzir a música. Os versos precisam encaixar, para que tudo possa ter sonoridade. É preciso entender a história contada e a mensagem que se quer passar, senão corre-se o risco de aproveitar apenas a melodia da música estrangeira, falando de coisas completamente diversas na letra. Esta versão que tentei fazer é de uma canção que, no original é uma verdadeira declaração. Boa de ouvir, relaxando e viajando no embalo de uma melodia forte e uma letra encantadora.
Boa leitura!
Versões: "Os segredos de um amor"
Hoje quero pedir licença para apresentar uma coisa nova que estou tentando fazer. Versões de músicas internacionais. É muito complicado entrar nessa seara, pois hoje notamos certa falta de senso estético com a poesia das versões de hits internacionais. É preciso ter muito cuidado ao pensar em uma versão, pois, num mundo globalizado e com a internet, é muito simples traduzir uma canção, e notar que a versão em português fugiu completamente à proposta do original. Por isso, grandes canções, para serem imortalizadas em nossa língua também, precisam de muito cuidado e acabamento, senão serão estigmatizadas e esquecidas.
Andrea Bocelli é um dos mais aplaudidos cantores líricos da nova geração, não apenas na Itália. Particularmente, eu o considero um grande intérprete, e um fabuloso letrista. Bocelli é dessas pessoas que procuram não ter preconceitos com os ritmos, e perpassa-os, trazendo suas influências para o clássico. Daí surgem coisas incríveis como Simplecemente, L’abitudine, Vivere (Dare to live), dentre várias outras canções que transitam entre os tons clássicos e a malemolência de outros ritmos musicais muito interessantes.
A música é muito mais que um punhado de batidas que produzirão um som convergente. É, acima de tudo, um estado de espírito. É um veículo que eleva nossa alma, e nos faz ter sensações por vezes incontáveis. É mágico poder transformar poesias em sonoridades. Boa leitura!
Dois estranhos! Apaixonados?
Como dois estranhos,
Cada um na sua estrada,
Nos deparamos, numa esquina, num lugar comum.
E aí? quais são seus planos?
Eu até que tenho vários.
Se me acompanhar, no caminho eu posso te contar.
E mesmo assim, queria te perguntar,
Se você tem ai contigo alguma coisa pra me dar,
Se tem espaço de sobra no seu coração.
Quer levar minha bagagem ou não?
Quantas histórias de amor começam assim? Muitas? Poucas? Sinceramente, ninguém sabe ao certo. Há quem diga que amor à primeira vista é uma lenda, tal como todas as lendas que povoam o imaginário popular. Mas existe. Eu não sei se na mesma intensidade para todos que experimentaram isso. Mas que existe, ah, isso é verdade. São as histórias mais incríveis, pois acontecem do nada, e no olhar os dois envolvidos já tem a certeza de que se conhecem há muito tempo. Eu ousaria dizer que talvez sejam encontros de almas gêmeas.
Música que encanta: "Guardanapos de papel"
Olá, pessoal! Chego ao ultimo mês do ano com muito que comemorar. Este espaço ganhou visibilidade, e o que são não mais que elucubrações de um jovem escritor têm conseguido atingir os corações de quem as lê, e isso me encanta, me fascina, e me faz ter cada vez mais gás para escrever esses universos fantásticos que, ao menos nos comentários, são muito bem quistos. Vocês não têm ideia de como eu fico feliz quando leio um comentário de alguém que se sentiu intimamente tocado por meus textos.
Este mês, ao invés da coluna “Beleza pela internet”, eu gostaria de inaugurar uma nova seção, que deverei intercalar com a promoção de amigos blogueiros de qualidade que sempre apresento no inicio de cada novo mês. Hoje falarei de “Música que encanta”. Para inaugurar, quero mostrar uma canção que tenho como a expressão do meu ser. Originalmente escrita pelo Uruguaio Carlos Sandroni, “Guardanapos de papel” foi adaptada por Lee Masliah de maneira magistral, e deveria ser tombada como hino dos poetas, pela beleza plástica da letra e da melodia, no que eu chamaria de casamento perfeito.
Leiam a letra, e depois procurem ouvi-la. Na minha modesta opinião, a melhor interpretação desta musica se deu na voz de Milton Nascimento, como uma das faixas do CD “Nascimento”. É profundamente tocante. Ouçam-na com a alma, e saberão o que eu digo.
Dessa vez, é bom e é tão diferente...
É bom olhar pra trás e admirar a vida que soubemos fazer
É bom olhar pra frente, é bom nunca é igual
Olhar, beijar e ouvir, cantar um novo dia nascendo
É bom e é tão diferente
A vida é um eterno rolo de acontecimentos, que vamos desenrolando com o passar de cada dia. E vamos deixando marcas em cada pedaço desvendado, em todo novo dia. Com maior ou menor grau, essas marcas ficam, e deixam em nós lembranças. Se elas são boas ou ruins, cada um é que sabe. Em geral, são apenas lembranças. O sentimento que trazem consigo é que podem variar de acordo com a variação de cada pessoa. São sentimentos que nos dão a noção de entender uma lembrança como boa ou ruim. São eles, portanto, que temperam nosso passado, e nos fazem agir na direção do futuro.
Mas a vida é feita para ser vivida. É olhando para frente que passamos a viver. Cada dia que perdemos olhando apenas o passado é um dia que não voltará mais. O legal é enfrentar o desconhecido futuro, e descobrir o que nos espera a cada novo amanhecer. Isso dá sabor à vida. Isso nos dá ritmo. Nos movimenta... Cada novo sentimento, cada grande pulsar do coração, é um sentimento único. Não se repete do mesmo modo, mesmo que todo dia você tenha a mesma emoção que acha que teve no dia anterior. A vida não é parada nem pra quem é mais quieto.
Eu não vou chorar, você não vai chorar
Você pode entender que eu não vou mais te ver
Por enquanto,
sorria e saiba o que eu sei eu te amo
Sentimentos são feitos para serem sentidos, não traduzidos. Certa vez um amigo me falou que não consegue transformar em palavras o que se passa dentro dele. “Amor”, “amizade”, “prazer”, “dor”... Isso tudo são apenas palavras. O que elas querem representar em cada um de nós é diferente. O amor que eu tenho certamente não deverá ser igual ao que você, caro leitor, possui. São sentimentos que transmutam de acordo com a personalidade das pessoas, e com o que elas trazem dentro de si, e que muitas vezes preferem manter obscuro em suas mentes.
É bom se apaixonar,
ficar feliz, te ver feliz me faz bem
Foi bom se apaixonar,
foi bom, e é bom, e o que será?
Por pensar demais eu preferi não pensar demais
dessa vez...
Foi tão bom e porque será
O amor é um exemplo de sentimento complexo de ser explicado. É capaz de despertar nas pessoas motivações que normalmente elas não teriam, para o bem ou para o mal. Amantes são capazes de mover o mundo pela pessoa amada. Eles fazem loucuras em nome do amor. É próprio de quem ama querer que o mundo inteiro saiba que se está amando. E quem é capaz de julgar? Todos sentimos isso, de modos diferentes em cada um, mas sentimos. O eu hoje lhe parece loucura, amanhã pode lhe ser perfeitamente normal.
Seres humanos também são capazes de coisas reprováveis quando estão amando. Isso acontece muito quando um lado acha que o amor acabou, e decide por um fim em sua relação. É muito difícil dizer a um coração apaixonado que ele terá que aprender a viver longe de quem ama. A mente (razão) pode até entender, mas, muitas vezes, o coração não aceita. Algumas pessoas firmam pactos de coexistência pacífica com a dor. Tem gente que transforma essa dor em poesia. Mas outros, mais aguerridos, acham até que tem o direito sobre a vida e a morte de quem amam, e, aí sim, cometem loucuras irreversíveis.
Eu não vou chorar, você não vai chorar
Ninguém precisa chorar, mas eu só posso te dizer
Por enquanto,
que nessa linda estória os diabos são anjos
Ninguém precisa morrer por causa de um sentimento. Na verdade, vivemos para tê-los. E os temos a todo momento, mesmo que achemos que eles não existem. São esses sentimentos que nos movem em busca do incerto futuro. E deixam marcas. Profundas ou rasinhas, mas deixam. Fazem-nos sentir quando olhamos para trás, e muitas vezes são os responsáveis por ações que tomamos em nosso presente, e que terão consequência em nosso futuro. Não julgue as pessoas pelas marcas que te deixaram, pois, mesmo que tenham influencia, não são as intimas responsáveis pelas tuas pegadas. São marcas da vida... De uma vida que foi feita para ser vivida, e não apenas observada.
(“Dessa vez”, uma das mais belas canções de Nando Reis)
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Eu sei, é verdade, que vou te amar
Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida eu vou te amar
Em cada despedida eu vou te amar
Desesperadamente, eu sei que vou te amar
E cada verso meu será
Pra te dizer que eu sei que vou te amar
Por toda minha vida
Uma das melhores sensações da vida certamente é o amor. Um dos sentimentos mais controversos da humanidade é, por incrivel que pareça, a maior força capaz de mover o homem. É um sentimento capaz de transformar a vida das pessoas. E é muito importante que saibamos diferenciar o amor da paixão, que geralmente chega antes dele, mas é tão fugáz e tão volátil que não merece, e acho mesmo que nem tenha tanto valor. O amor não. Quando verdadeiro, ele não some de modo simples, como uma poeira. Até depois das despedidas, um grande amor resiste, e briga conosco em uma enorme luta interna para que esse sentimento não morra. Se você sente isso, então você tem amor.
É tão bom escrever sobre o amor. Quando estamos tomados por esse sentimento, por mais que as palavras pareçam bobas, é sempre gostoso se expressar quando amamos. Na verdade elas só aparentam a falta de noção para os que não estão amando. Eles são mais pragmáticos? Não. Eles apenas não sentem necessitade de dizer do amor que sentem, porque no momento podem realmente não sentir nada. Isso não é certo nem errado. Mas quando amamos fica difícil guardar esse sentimento dentro dos nossos corações. É como se diz em uma música: “Eu não quero e não vou ficar mudo pra falar de amor pra você”. Sinceramente, não dá pra ficar quieto quando o que queremos é mais contar que alguém faz a felicidade dos nossos dias.
Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que esta ausência tua me causou
Eu sei que vou sofrer a eterna desventura de viver
A espera de viver ao lado teu
Por toda a minha vida
Não é possível falar de amor sem falar do adeus. Pode ser um até logo, mas a sensação é mesmo a de que não mais veremos quem tanto amamos. Isso dói, machuca a alma. Mas, infelizmente, é da vida. Diferente de uma forte amizade, o amor é um sentimento que permite vivenciar sensações das mais variadas. Vamos da euforia, da vontade de estar juntinho com quem amamos à dor de estarmos longe desse alguém, pelos mais diferentes motivos, mas principalmente quando termina uma relação. Nosso coração reclama com nossa mente, pois muitas vezes fazemos coisas que racionalmente são corretas, mas que precisamos lutar, pois sentimentalmente são as decisões mais erradas do mundo.
É preciso entender que o amor não é uma paixão. Esta vem e vai. O amor não. Ele se aloja em nosso peito, e, quando forte e verdadeiro, nem o tempo é capaz de apagá-lo. Podemos encontrar outra pessoa que nos faça feliz. Que nos acompanhe, nos dê prazer e nos anime. Mas encontrar um outro amor é uma árdua tarefa, pois para isso teríamos que comparar este suposto novo amor com o antigo, e isso é desleal, pois sempre acharemos algum defeito que nos trará decepção, não por ser uma pessoa que não mereça nosso amor, mas porque, sempre que compararmos, qualquer novidade sempre será imensamente menor ao que ja habita em nossos corações. Por isso acabamos vivendo a esperança de que um dia, por mais distante que pareça, viveremos ao lado desse nosso grande amor. Afinal, somos humanos!
(A música “Eu sei que vou te amar” é uma composição de Tom Jobim e Vinícius de Morais, dois expoentes da Bossa Nova, ritmo brasileiro que encanta o mundo desde a segunda metade do século XX.)
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