Um artista aprendiz
(Leonardo Távora)
Voar
Onde o meu sonho for
Lutar
Ainda que exista dor
Brilhar
e ao mundo dar a cor
Pois vencer é bem mais que acertar
É sentir o calor que me traz o gostar
É viver para ser o encanto de alguém
Como um ídolo e ter o vibrar que faz bem
Querer
E correr para ter
Fazer
Dar o sangue pra ser
Poder
Chegar ao fim e dizer
Que valeu tudo aquilo que eu fiz
Se um dia eu quis ser aprendiz
Eu mostro pra que eles percebam
Que nos palcos eles são quem desejam
Sorrir
Como quem está feliz
Surgir
Sempre que o pano abrir
Nutrir
Sentimento e diretriz
E mostrar ao mundo o meu talento
Sem nunca jogar as palavras ao vento
Um aprendiz que encanta o mundo assim
Será feliz... Quem sabe até o fim
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Completando o incompleto
Era final de tarde, com um pôr-do-sol incrível, colorindo as brancas nuvens de um tom amarelado, muito bonito de se ver. O sol se escondia atrás daquela montanha, e ele estava ali, naquela janela, esperando nem sei o quê. Queria que seu grande amor passasse, para que ele pudesse conhecer. Queria que alguma daquelas luzes que o sol mandava, e que tão belo fazia o céu naquele fim de tarde, o pudesse iluminar, e fazer sua vida ser mais feliz.
De tanto ficar correndo atrás do amor, ele mal conseguia enxergar tudo o que a vida já havia o proporcionado. Amigos, viagens maravilhosas, boas companhias, grandes gargalhadas, momentos emocionantes... Em sua curta e jovem vida, ele já tinha, na verdade, vivido diversas alegrias. Qualquer pessoa seria enormemente grata à vida por ter vivido tantas coisas. Mas ele sempre achou que havia algo como um buraco em sua vida. Era como se ele fosse incompleto.
Na verdade, todos nós achamos que falta alguma coisa, sempre. É justamente esse sentimento que nos move, para que procuremos nos inventar, criar novidades, e alimentar nossas vidas de felicidades, que passam tão rapidamente quanto chegam. Aquele rapaz era a expressão mais fiel do quanto os homens precisam do amor para sentirem-se mais dignos inclusive da vida. Mas será que esse amor é realmente o que vale a pena? Será que não existe mais nada no mundo que possa nos fazer feliz? Será que os dias tristes são a nossa realidade?
É aí que entra a amizade. Não existe nada melhor que os amigos. Nem mesmo o amor é melhor que uma boa amizade, pois são os amigos que nos ajudam a suportar inclusive a dor de descobrir que o que achávamos ser amor não passava de um engano. Quando temos pelo menos um amigo no qual possamos confiar plenamente, mesmo nos dias atuais, temos sim a verdadeira felicidade junto a nós. É a felicidade que não nos abandona nem quando estamos sós, porque temos a certeza de que nossa alegria está ao alcance de um telefone ou até mesmo da tela de um computador, se não pode estar presente no momento.
Mas ele sentia-se incompleto. Precisava muito encontrar alguém que o fizesse feliz. De tanto procurar, vivia se enganando, com pessoas que sabiam de sua carência e só queriam tirar proveito dela. Isso o fazia infeliz. Ao invés de olhar direito, ele ficava contente com qualquer meia-dúzia de palavras bonitas que soavam como música em seus ouvidos. Até que um dia chegou uma pessoa que o desafiou. Que lhe dizia as verdades, por mais que estas lhe doessem na alma. Uma pessoa que sabia viver e ser feliz com as pequenas coisas que a vida lhe proporcionava. Que brindava com um sorriso incrivelmente sincero todo dia que amanhecia, ainda que este dia fosse difícil de ser enfrentado. Isso o deixou intrigado.
Ele quis descobrir melhor esse certo alguém que chegou brincando de abalar as sólidas estruturas que não o deixavam ver o mundo com cores além do entediante cinza. Aí ele parou. Pensou. Passou a olhar para sim mesmo. Começou a analisar melhor seu circulo de amizades. As máscaras caíram por terra... E ele descobriu que aquela pessoa, que se tornou exemplo de amizade, era, na verdade a pessoa que, afora sua família, seria o ser mais importante da sua vida! Aí tudo se completou, e ele aprendeu a olhar melhor para si mesmo e com maior atenção para os que o rodeavam.
Assim ele se fez feliz... Para sempre? Ora, para sempre é muito tempo. Do amanhã nenhum de nós sabe!
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Sobre casa e trabalho
Pessoal, segue abaixo uma pequena esquete que escrevi há pouco tempo. Eu relutei em colocá-la aqui porque é pequena pra ir ao palco, mas demasiada grande para estar em um blog. Bom, tomara que vocês gostem.
Segue o texto:
Cena:
Estão sentados à mesa de reunião Osvaldo, Joana e César.
Osvaldo olha uns papéis, analisando uns casos que eles vão discutir na reunião.
Joana está falando ao telefone com sua irmã.
JOANA: - Então, Clara, vamos ao shopping hoje? (PAUSA) Não, não! Eu não quero ficar em casa não. É muita depressão ficar assistindo TV. Aí é tudo muito parado.
César joga bolinhas de papel em Joana.
Joana faz gestos para César parar, e continua falando ao telefone. (Aqui ela já fala mais baixo).
CÉSAR: - Que foi? Não se pode mais nem brincar nesse escritório.
OSVALDO: - Você parece que não saiu da escola, César!
CÉSAR: - Vocês que levam a vida muito a sério. Que graça tem em ser certinho. Melhor ficar em casa (olhando para Joana).
OSVALDO: - Encarar a vida com seriedade faz bem também. Principalmente para os dentes (Ironia).
Célia chega ao escritório, correndo.
CÉLIA: - Demorei muito?
OSVALDO: - Eu estava estranhando seu atraso. Você é sempre tão pontual. O que aconteceu?
CÉLIA: - Meu filho está gripado, com febre. Tive que deixar a empregada cuidando dele.
JOANA: - Tadinho! Você devia ter ficado lá, com ele.
CÉLIA: - E o trabalho fica todo atrasado, né!
CÉSAR: - Ah! Nem tem tanta coisa para acumular, Célia.
CÉLIA: - Eu gosto de trabalhar. E ele só está gripado, não morrendo.
OSVALDO: - Bom, então eu acho que podemos começar a reunião.
Todos tomam suas posições na mesa de reuniões.
Osvaldo separa uns papéis para começar a falar.
OSVALDO: - Bom, podemos começar discutindo esse gráfico do nosso desempenho. Acho que estamos bem, pois no último mês fomos bem requisitados e...
Toca o celular de Célia. É a empregada.
CÉLIA: - Alô. O que foi? (PAUSA). Ué, dá o remédio pra ele. (PAUSA). Dá um banho nele, pra ver se essa febre baixa. Qualquer coisa me liga. (PAUSA). Tá bom, beijo, até logo!
Osvaldo olha com cara de quem não gostou de ser interrompido.
CÉLIA: - Me desculpa Osvaldo! O motivo é importante.
OSVALDO: - Só que não dá pra trazer a casa pro trabalho. Desse jeito você não consegue fazer bem o seu trabalho.
JOANA: - Discordo de você, Osvaldo. As coisas tem que ser dosadas, pois nosso trabalho é uma extensão da nossa casa, e nossa casa é uma extensão do nosso trabalho.
CÉSAR: - Tudo tem uma dinâmica, mas só você mesmo para dissociar uma coisa da outra, Osvaldo. Não dá. Poxa, vivemos a maior parte do nosso dia enfiados no trabalho. Se não ligarmos pra casa, esquecemos até que temos família.
CÉLIA: - Olha, eu gosto muito do meu trabalho. Tanto que não tenho hora pra sair daqui. Mas esse negócio de separar casa de trabalho é algo que não dá pra ser, a não ser que você seja solteiro. Aí não tem com o que se preocupar em casa.
JOANA: - Bom, eu não moro sozinha. Tenho meus pais, que cuidam da casa. Mas me preocupo com tudo lá.
CÉSAR: - O mais importante é o relacionamento. Cara, passamos tanto tempo aqui nesse escritório, trabalhando, que se desligarmos de casa, daqui a pouco, nem vamos lembrar que ela existe mais.
OSVALDO: - Não, vocês estão se confundido. Eu falo de foco. Precisamos ter foco com as coisas. Claro que ninguém esquece da vida fora do trabalho. Mas precisamos focar aqui no que estamos fazendo.
CÉSAR: Impossível. É como se fossemos capazes de viver duas vidas, de sermos duas pessoas diferentes. Tá, nós passamos mais tempo na rua que em casa. Mas eu acho que é só porque ninguém consegue ficar de papo pro ar o tempo inteiro. Tem que ocupar a cabeça.
JOANA: Eu concordo com o César. Ocupar a mente é uma coisa, esquecer nossa vida pra “focar” no trabalho é outra muito diferente.
CÉLIA: Gente, mas foi só um telefonema. E só porque meu filho tá gripado. Não precisamos debater isso.
JOANA: Não, Célia. A questão aqui não é o seu filho, mas o fato de que o Osvaldo quer que a gente viva uma vida igual a um robô.
CÉSAR: Isso, Joana... Disse tudo.
OSVALDO: Eu não quero que ninguém seja um robô. Só acho que casa é uma coisa, e trabalho é outra. Eu não entro nesse escritório com minha casa junto, e não chego na minha casa com esse escritório na cabeça. Eu sei separar tudo.
CÉSAR: Pois é. Quanto da vida familiar você perde quando está aqui no trabalho? Sim, porque você passa muito mais tempo do seu dia aqui conosco que com sua família. (PAUSA). É disso que eu to falando, cara. Nós vivemos num mundo onde o trabalho é tudo. Mas e as outras coisas? E nossa vida pessoal?
OSVALDO: Daqui a pouco você vai pregar cartazes de “abaixo o trabalho”, ou “Vamos viver só em família”. César, a sociedade é muito mais que o nosso universo particular. É um conjunto. E pra esse conjunto dar certo nós precisamos ter foco nas coisas que estamos fazendo. Senão fica tudo pela metade.
JOANA: Aí você está se contradizendo, Osvaldo. Porque é exatamente por estar tudo interligado que não conseguimos nos soltar da sociedade e viver “com foco”.
Célia levanta da mesa.
Bate com a mão na mesa, para chamar a atenção para si.
Todos ficam em silêncio, olhando pra ela.
CÉLIA: Gente... Acho que já deu, né! (PAUSA). Todo mundo tá falando a mesma coisa de diversas formas. Tudo aqui que vocês estão discutindo não passa de modo de vida, pessoal. Todos os entendimentos não passam disso. (PAUSA). O Osvaldo tem uma personalidade que o faz ter foco em tudo o que faz. O César já não consegue ter foco em nada, mas faz seu trabalho do mesmo jeito. A Joana tem casa, família, pai, mãe, irmãos. Tem problemas lá, mas está aqui sempre, cuidando do seu trabalho. (PAUSA). Todo mundo tem problemas, e todo mundo sabe como resolvê-los. Claro que a vida de uma casa é diferente da vida de um escritório. Mas todo mundo aqui concorda que tudo faz parte de um todo, que se chama SOCIEDADE.
Todos fazem sinal positivo com a cabeça.
CÉLIA: Então, acho que chegou a hora de pararmos com essa discussão boba e voltarmos ao trabalho. Meu filho já deve ter tido mais umas duas crises de febre enquanto vocês discutiam aí, e eu to aqui, esperando.
CÉSAR: É, vamos voltar ao trabalho!
Todos tomam seus lugares na mesa para recomeçar a reunião.
CÉSAR: Mas que o Osvaldo é um bitolado, isso é!
TODOS: CALA A BOCA, CÉSAR!!!
CÉSAR: Tá bom! Tá bom! Já calei
OSVALDO: Bom, então continuando... Joana e Célia estão de parabéns. Venceram algumas boas causas esse mês...
Toca o celular de Célia novamente!
----FIM---
domingo, 1 de novembro de 2009
As belezas pela internet: "Fechando um ciclo"
Hoje, para inauguara o mês de Novembro nesse blog, estou colocando um texto do Thiago de Los Reyes (com a permissão dele), pois é este uma das joias que conseguimos encontrar passeando pela intenet. O link para o blog dele está na barra lateral. Prestigiem, pois o que ele escreve é realmente um convite ao autoconhecimento, além de ser uma obra de arte que vale a pena conhecer.
Segue o texto:
Fechando um ciclo
(Por Thiago de los Reyes)
Preservei meu melhor silêncio, quando nele vi mais sentido e exatidão de ser.
Falei, quando por vezes deveria simplesmente calar pra dizer tudo.
E por vezes acabei recebendo o que não merecia escutar, ás vezes de quem sequer daria uma moeda furada pelo som do respirar...
Mas encontrei no silêncio algo que foi além da sua mudez nua e atraente...
Foi me calando que consegui enxergar nas palmas calorosas o reconhecimento que tanto procurei, tantas vezes em lugares errados e vazios, e todo aquele barulho se tornou poesia pra que eu pudesse desfrutar como música o que alguns poucos, que beiram a futilidade de não ser, encaram quase como uma ofensa pessoal, simplismente porque eu consigo, em alguns poucos grandes momentos, desfrutar da raridade de encontrar o sentido da vida dentro de mim e da minha arte.
A vida nos dá algumas certezas que só fazem aparecer mais perguntas.
Hoje, a maior de todas é: "Por que num lugar errado encontrei a maneira mais clara de como e com quem levar o resto da minha vida?"
Coisas do teatro, que com seu poder traça o caminho certo e desata os nós e tira de si aquilo e aqueles que desmerecem seus verdadeiros filhos queridos.
Filhos do palco, Luzes da vida...Da minha vida.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Falando de amor através das músicas!!
O amor é um dos mais importantes sentimentos que move o homem. Não apenas porque une duas pessoas e afasta a solidão, quando expressão da verdade, mas, principalmente, por nos levar a um estado de felicidade gratuita, que geralmente encontra solo fértil nos corações de quem está amando. Não é fácil dizer a alguem que amamos. Talvez essa seja a frase mais difícil das nossas vidas. É mais seguro, algumas vezes, manter esse sentimento bem guardado dentro de nós.
As músicas, por diversas vezes, falam nada menos que do amor. Tratam desse sentimento especial que nos une e que nos faz especialmente contentes. Através da análise de três canções, vamos viajar num mundo de aventuras, onde o amor é não apenas uma palavra, mas um nobre sentimento, que nos une e nos faz entender que cada novo dia é um recomeço, uma descoberta, e que podemos (e devemos) ser felizes, seja amando, seja vivendo pela opção de ser só, mas sempre deixando bem claro para nós mesmo que este foi o caminho que escolhemos seguir.
Começaremos a falar de amor com Nara Leão e “O que será (Àflor da pele)”. Aí temos um chamado ao amor. Chamado íntimo, quando nosso coração fala alto, mas só nós podemos ouvi-lo. É o tempo da conquista, do olhar 43, dos sorrisos discretos. É para pensarmos mesmo o que será que nos dá, que mexe conosco, nos faz ficarmos com medo, com vergonha, mas doidos para encararmos e vivermos uma coisa que parece não passar de uma grande loucura. Não tem remédio, nem limite. Perturba nosso sono, tira completamente nossa atenção.
É o que nos faz perder o juízo. Isso tudo nada mais é que um estado de paixão, inquietante, fogoso, irremediável sim. Quando sentimos todos estes sintomas, nem é preciso de um médico para atestar o que é óbvio. Estamos apaixonados. Certamente essa paixão, fullgás, efêmera, tórrida vai se acalmar e dar lugar ao amor, que é mais pacífico, mais sublime, menos efervescente. Sempre mais conciliador e calmo, que acredita e confia na pessoa amada, pois o amor, ao contrário da paixão, não é dado ao ciúme e à cobrança. Amamos, e isto basta para sermos felizes.
É aí que sentimos o mesmo que Tom Jobim sentiu quando escreveu “Luiza”. Alguns podem falar que esta música fala de um amor solitário, pois a Luiza, na verdade, nunca amou Tom. Sempre tratou com desdém esse sentimento que ele nutriu por ela. E por isso a música assume um ar melancólico. Na verdade, fala unicamente de um belo sonho de amor. Neste sonho, Luiza não tinha medo de se entregar ao seu amado Tom. Eles estão alí, numa bela noite, com o céu muito bonito e uma lua que parece flutuar como pano de fundo.
Se no início Tom diz que quer esquecer Luiza, logo depois ele a chama para que os dois caminhem juntos nesse sonho apaixonado. Isso nos mostra nada menos que as idas e vindas que o amor provoca. Ao mesmo tempo em que pensamos em esquecer por completo quem amamos, queremos tão somente que esse alguém venha e nos leve para, sei lá, a lua. É nada mais nada menos que o vai e vem que toda relação amorosa apresenta.
E chegamos à parte mais difícil da trajetória do amor. Aquela que ninguém gostaria de enfrentar. O final. Em “Samba do Grande Amor”, Chico Buarque fala nada menos que disso. É o fim de um amor que o amargura e que o faz tão desiludido com a vida. Por isso ele escreve o que acha ser verdade, que fora um tolo ao entregar seu coração àquela que não o merecia. É, na verdade, o que todos sentimos quando se acaba um relacionamento. Quem nunca chorou ao perder um grande amor? Só mesmo os que nunca amaram.
Chico dá risadas, quando a vontade dele é chorar. Sente isso não porque é um fraco, mas porque seu coração o traiu, o iludiu, colocando uma mentira diante de si. E ele embarcou, achou que fosse verdade, que o sentimento fosse bom. Talvez esse romance tenha terminado com brigas e toda sorte de problemas. E isso machuca muito, sobretudo os romanticos, que insistem em se jogar rumo ao desconhecido e pisar no solo instável da paixão. Quando se cai, a dor é grande, e a amargura costuma se apoderar das pessoas.
O amor é bom, mas provoca certo pânico nas pessoas. Talvez façamos isso por medo de não ver esse amor ressoar em nossa direção, assim como o mandamos. É medo de sofrer. Mas só pode sofrer aquele coração que se lança à realidade das coisas. Amar e ser amado é o que todos queremos. Precisamos de alguém que nos conforte e nos faça feliz, tanto quanto queremos fazer alguém feliz. As pedras desse caminho fazem parte dele. É a vida. Não que ela tenha razão, mas é ela quem nos ensina a sermos melhores conosco para podermos ser bons para os outros. Um dia chega um amor que ficará para sempre. Sempre chega. Para todo mundo.
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