No banco da praça

Sentado no banco da praça
Pensando em quando era moleque
O vovô observa e até acha graça
Nas travessuras do netinho serelepe

O guri corre pra lá e pra cá
Pula, se joga, rola no chão
E o vovô ali parado a se perguntar
Como o menino tem tanta disposição?

O velhinho se lembra com saudade
Dos velhos tempos de outrora
Um dia lá atrás já teve esta idade
Bem diferente do idoso de agora

Já brincou de ser cavaleiro, soldado
Já foi herói, derrotou muito vilão
Já fez de tudo, era mesmo arretado
Já teve, enfim, toda essa imaginação

Às vezes, vovô acha que faz muito tempo
Outras vezes, pensa que passou voando
E antes que comece a soar um lamento
Olha pro menino inocente brincando

Se um conselho ele tiver para dar
Quando um dia o netinho pedir
“Deixe a vida passar devagar
E aproveite bem pra poder sorrir”

Celso Garcia