Entre nerdices e romances

Amor. Essa coisa lindamente estranha, que aparece de tantas formas diferentes.
Vivi dois tipos lindos desse amor. 
O amor puro e cheio de esperança entre duas pessoas. E o amor desesperado de um fã por uma coisa tão, tão distante.
Pensei em fazer um texto fofo, dedicado ao casal querido. Pensei em fazer um texto revoltado, porém extremamente feliz, sobre o maior evento nerd do mundo e minha vontade de estar lá (Diário um nerd – o retorno). A dúvida me consumiu. A dúvida me dividiu. A dúvida uniu.
Esses dois temas tão diferentes, no fundo, guardam semelhanças. A maior delas, o amor. 
Esse tal de amor que complica e, ao mesmo tempo, resolve a vida da gente.
Para o feliz casal, uma grande mudança que poderia complicar o relacionamento se tornou um belo motivo para comemorar e a abertura de um novo caminho. Um caminho cheio de curvas e obstáculos, mas também repleto de alegrias, bons momentos e a certeza de um amor de verdade. Afinal, aqueles olhares que trocavam e aquele brilho que emanava dos dois era a prova que aquilo era verdadeiro. Fico feliz por ter testemunhado um momento desses. Aos noivos, o melhor que a vida tem para oferecer. Aos que compartilharam daquele momento, a lembrança e a esperança de encontrar um amor daqueles.
Naquele mesmo dia, poucas horas antes, notícias da San Diego Comic-Con faziam fervilhar o outro tipo de amor.
Um amor inexplicável pela ficção e seus personagens, pela loucura de fãs e cosplays maravilhosos, pelos novos trailers e a fantástica internet, que aproxima os mundos.
Aquele frio na barriga ao ver quem se ama só se compara àquele gelar da espinha quando um dos filmes mais esperados aparece na tela. O público grita lá e eu grito aqui.
O brilho nos olhos da jovem noiva está agora nos olhos dos milhões de geeks enlouquecidos com as novidades reveladas naquela convenção.
A declaração do noivo apaixonado, que derreteu corações, tem o mesmo efeito daquela apresentação dos mitos da cultura nerd.
Depois das promessas de eterna felicidade e sonhos de uma bela vida, que mexeram com a cabeça de muita gente, hoje, só duas frases me arrepiaram mais.
“Eu não vou te matar. Eu só vou te machucar muito, muito mesmo”. 
É mais ou menos isso que o amor faz com a gente, de uma forma estranhamente linda e cheia de reviravoltas.
É, o Coringa sabe das coisas...

Marina Messias