A rejeição do rejeitado

- Ei! Psiu?
Ouvi ao longe alguém.
Era uma voz fininha,
Que me chamava com desdém.
De certo era a voz de Aninha.

Fingi que não era comigo.
Não era obrigado a responder.
Tratei indiferença com rejeição.
Ao que ela tornou a dizer:
- Ei! Não finge de bobo não!


Apertei o passo.
Não gosto de quem não gosta de mim.
No meu encalço ouvi seus passos.
Nunca precisei ser tratado assim.
Não lhe entregaria meus beijos e meu abraço.

Virei esquina e subi morro.
Aninha não desistiu de me alcançar.
Cansei! Pensei. Decidi me entregar.
Vencedora, até em seu próprio olhar,
Era aquela mulher que eu queria amar.

Gustavo Dias