Mulheres que Amaram: "Renata"

Se não há como mergulhar no rio
E de lá sair a mesma pessoa
Então, que se afunde
Pra depois ressurgir
Mais forte pro confronto
Com o que está por vir

Se não há como cruzar o fogo
Sem se queimar
Que arda a pele e o que ela envolve
Pois antes o calor ao frio
A vivência ao arrependimento
Sentimento por essência tardio

O que nasce, vive
E o que vive, morre
Do sol a noite foge
Da noite o sol corre
O que sobe, desce
O contrário nem sempre ocorre 

Se assim o é, que seja
Que não se fuja à luta
Que se molhe, que se queime,
Que se morra de amar, que se ame pra viver
Renata é como Fênix
Não cansa de renascer

Celso Garcia