Aviário

Palavras em bando, para o quase Amor
De uma vida de talvez
(Ou mesmo de nuncas)
Para uso de ninho.
(Coma-me inteiro
E deixa no estômago.
Ou expulsa cloaca á fora.
Mas, come).

Eu quis voar e posar nos teus ramos
Mas tu tinhas contigo a peste no teu aviário.
Lacrou-me as patas, e me deixou pelado,
De vontade de pelado.

Achei que tivéssemos casado alí mesmo.
Mas não casamos porque...
Porque?!
Porque... porque... porque
Infernos de porquês.

Porque não tinha padre, pronto.
Por isso.

E se quer saber,
Acho melhor que nem te lembres.
Pois vale mais a preciosidade do esterco
Do que estas palavras desconexas.
Ficas lindo ao lado do teu pássaro.
Continues, pois.

Claudio Rizzih