Cavaleiro Errante

Sou como um homem em volta do mundo.
Não tenho armas, apenas minhas mãos e meus pensamentos.
Mas não procuro brigas também.
As lutas da vida eu procuro vencer de modo limpo e honesto.
Mesmo aquelas que parecem mais difíceis.
Em que a chance de vitória é pequena.
Ainda assim, eu luto, com as armas limpas que tenho.
Não procuro glórias, ou lembranças eternas.
Até porque minhas lutas, muitas vezes, são internas.
É um embate comigo mesmo.
Talvez o grande presente poderia ser o amor da bela dama ao fim do combate.
Sonho...
Batalhas de uma pessoa que talvez não se conheça tão bem.
Mas, também, quem se conhece?
Quem é capaz de dizer que domina os próprios sentimentos?
Que é criador, e não criatura?
Ninguém pode.
Pois, para ser assim, deveríamos ser deuses.
E deuses não erram, nem se consomem, nem brigam consigo.
Se fossemos como um Deus, seríamos perfeitos demais.
A vida perderia sua graça.
Mas no mundo não haveria quem não faça.
Não... Não somos deuses.
Somos apenas humanos
E, assim como um humano, eu tenho falhas.
Eu sou um bom lutador.
Tenho brigado no bom combate.
O meu campo de batalha, acho eu, não machuca ninguém.
É... Talvez só a mim...
Luto por um amor difícil, distante...
Eu sou apenas um cavaleiro errante.
E não sei se mereço aquele nobre diamante.

Leonardo Távora