Menina do vento

Menina verde, jeitosa, pequena e tranquila.
Deixa paz por onde passa, vai embora como fumaça. Teu papo me dá sono algumas vezes, mas também me faz pensar, viajar. Dá luz nas minhas idéias e inspirações mais escuras.
Está por aí para qualquer um que a quiser, companheira de festas, madrugadas, becos, fins de rua.
Quase sempre morre num vestido de seda.
Mas teu tempo de amizade deveria ser curto com todos. Tu trás neurose, és viciante!
Viver no teu mundo é bem melhor que viver nesse meu... Mas apesar de doloroso, no mundo da realidade eu estou lúcida.
Nesse mundo aqui sou dona de mim, e no teu mundo menina, é tu quem manda.
Me perdoe por te deixar desse jeito, sem me despedir. Mas o meu grande Amor não quer mais que eu fique perto de ti.
Mas fique calma, não estarás sozinha, meus amigos ainda precisam do teu vestido, querem te ver morrer muitas vezes. Eles Amam teu mundo e tudo que ele trás.
Tua bondade dura pouco, pena que ninguém vê. Talvez seja culpa dos olhos baixos, talvez seja por culpa do esquecimento dos problemas, da ausência do auto controle.
De natural não tens nada, de boa muito menos.
Não atrapalhe minha realidade. Eu fui embora do teu mundo, não volte para o meu.

Andresa Alvez