Monólogo

Um é muito pouco. Dois me soa bastante. Queria agradecer. Queria acarinhar o seu rosto. Sou aquele que escuta. Aquele que sempre consola. Sou quem você chama nas noites sem sono. Lembra que eu estou perto de você? E eu já tenho tudo o que preciso. Um aplauso forte para as minhas letras. As páginas de um livro, um bom vinho, talvez. Sempre, nestes dias, tenho muito a fazer. Não tenho mais tempo pra falar... Será? Algumas viagens no mesmo lugar e pouco tempo para decidir. O calor talvez não pare nunca. É muito bobo apenas rir. Certamente os momentos nos mostram. Passam lentamente nossos dias. Que bom. Que dias! Acontecem entre as visões de futuro dos meus sonhos. Dos seus sonhos. Os nossos medos. Os nossos modos. Os nossos rumos. Essa nossa vida. De você sei apenas dos momentos que vejo. Sei de tudo que sinto. Sei dos rumos seguidos. Sei de tudo que rimo. Da alegria e da magia que você me mostrou. E te vejo caminhar a meio metro do solo. Voando com seus pensamentos. Sorrindo para o vento. É que sou um observador das emoções. É que no mundo não existem apenas os bons. E eu sou seu chato. Talvez isso você já saiba, mas é diferente. Viver na pele. Como acontece conosco. Uma canção pode não falar de amor. E ainda com todo o coração eu te amo. E amarei. E falarei. Com minhas letras. Nas minhas poesias. Nos livros. Nos muros. Nas praças. Para as pessoas. Como numa canção. Que a todos toca o coração.

Leonardo Távora