Promessas

Aprendi que promessas de dedinhos quando feitas, não podem ser quebradas. Caso aconteça, quem a quebrou morre.
Talvez seja um daqueles contos idiotas, mas, eu prefiro acreditar.
Não, não preciso de pretextos para seguir firme em minhas promessas, porém, é engraçado poder dizer: - Olha, você não quer morrer, quer?
E se tratando de morte, sempre fica uma dúvida na nossa cabeça...
De todas as promessas feitas com ele, a que mais me chama atenção é aquela que sempre fizemos, de nunca abandonar o outro.
Sigo convicta confiando nela, apesar da distância querer mudar minha maneira de pensar...
O que me dói, é o passado ter sido tão incrivelmente perfeito! Tantas tardes de conversa, aquela inocência boba, se contentar com pouco. Limpar a casa juntos, ou pelo menos tentar isso. O dinheiro gasto apenas com comida, os sonos, os banhos. Tentar correr, tentar pular. Aquela vontade louca de não parar de beijar.
Eu ainda tenho o sinal de uma mordida no meu antebraço. Precisei ficar mais de uma semana usando camisetas para esconder o hematoma que foi feito com seus dentes irregulares. Não vejo defeitos nele, que fique claro!
Sempre me pego lembrando como era bom tudo isso. Aquela sensação louca de que tudo seria pra sempre...
A música diz que “o pra sempre, sempre acaba.” Prefiro acreditar que parte dele acabou. A outra parte está intacta dentro de mim. E creio que dentro dele também!
Queria voltar, porém, não posso. Ou melhor, não consigo.
Mas, continuo assim, com a Saudade me martelando o peito, uma foto nossa bem antiga dentro da carteira, aquela vontade de acordar do lado dele e todo Amor do mundo pra dar. Vou esperando, não me importo. Quem sabe voltes, não é?
E, mesmo que não volte, eu sei que vais ficar. Pra sempre!
Eu acredito em promessas. E você?

Andresa Alvez