Soro

Pensar em você me enforca.
Nossas fotos uma facada
O teu cheiro, claustrofobia
Tuas cartas me queimam os olhos
Ligações, esquizofrenia
Pensar Joaçaba, vertigem
Lembrar meus ciúmes, urticária
Imaginar nosso sexo, taquicardia.
Pensar não te ter... Coma.
E nesta rotina de –Santo Deus- todos os dias?!
Pergunto-me como diabos ainda estou vivo.
Misericórdia, esperança, sorte (não sei).
Mas gosto de acreditar que é por que
Mesmo com tamanhos excessos e
Todo o meu drama poluente
Este Amor é puro como uma bacia d’água.

Claudio Rizzih