A menina das bonitas palavras

Menina, pequena menina, que eu sempre quis conhecer. 
Eras tão intensa em meus pensamentos que inebriava minha mente. 
Fagueira, leve, intrépida... 
Tão matreira que não dava para acreditar na amizade que em mim despertaria. 
Menina dos textos tocantes. 
Menina das lições que eu bem aprendi. 
Entende que viver é mais que apenas superar limitações. 
Compreende o valor de uma profunda e verdadeira amizade. 
Me ensinou a acreditar sempre que amanhã será um dia melhor. 
Feliz foi o dia em que lhe pude conhecer pessoalmente. 
Bonita era aquela tarde, onde se podia ver o sol se por. 
Ao te ver, meu coração se encheu de alegria. 
Ao me ver, eu notei, teus olhos brilharam. 
Foste ainda mais querida, mais amada. 
Tantas coisas eu tinha pra dizer, palavras que ensaiei muito tempo. 
Quando te conheci, sumiram... Se foram... Só me passava poder te admirar. 
Eu só queria mesmo ouvir essa menina que até ontem eu apenas lia. 
Eu só queria a força que o som das tuas risadas me dava. 
Agora não é mais sonho a menina dos textos encantadores. 
Agora não é ela mais tela de computador, ou emaranhado de palavras. 
Agora és real, e está mais em mim do que nunca. 
Sei que não te vais sumir de minha vida mais. 
É amiga, e parceira de lutas de toda vida. 
Sei que tudo que nasce sob o solo da verdade nunca morre. 
Por isso eu tenho a certeza de sua presença, mesmo tão longe. 
Sei que tua amizade fui capaz de conquistar. 
Eu, que sou tão pequeno, me sinto maior te tendo por perto, mesmo ao longe. 
Sem pedir licença, entrei em seu coração. 
Desculpe, mas da mesma fora entraste no meu também. 
Ninguém nunca vai me impedir de dizer, eu sei. 
E sempre que eu puder quero poder contar. 
Das peripécias encantadoras da menina que conheci no Rio dos Taiás.

Leonardo Távora