A alegria de cada um de nós

Meu coração está alegre. Isso certamente é uma coisa boa, pois sinto que a alegria é um bom sentimento. É nobre, porém não raro. Faz-nos bem sentirmos felizes. Sim, todas as vezes que me sinto alegre eu me sinto também realizado com alguma coisa, seja nas coisas do coração ou da profissão, ou mesmo com uma visita de um grande amigo, que, pelo menos em mim, representa as coisas do coração, tanto quanto um amor daqueles arrebatadores. São estes os momentos que fazem a vida ser sentida como algo prazeroso. Assim como os momentos tristes, as alegrias são parte da vida, nessa sucessão de sentimentos que constroem, dia após dia, nossa passagem por este mundo. É natural de nós. É humano. Não que só os humanos consigam sentir alegrias, mas expressá-las é quase que intrínseco a nós. Talvez os cachorros, nossos amigos do peito, fiéis e leais, sejam quem melhor saiba expressar com ações sua alegria. E como é bom senti-la com eles...
Podemos dizer que estar alegre e ser feliz são sinônimos. Mas isso não é totalmente uma verdade, pois a felicidade não se constrói apenas de alegrias, mas de uma cadeia de momentos em que alternamos alegrias, emoções e sentimentos não tão felizes assim, mas que fazem parte da nossa vida, e que não são capazes de nos tirar o sorriso do rosto. Sim, a felicidade é muito mais que um punhado de alegrias em um dado momento de nossa existência. E existem várias interpretações de alegria para cada pessoa. Alguns chamam alegria o simples fato de ganhar um presente material. Outros entendem este sentimento como a tradução de um estado de espírito fullgás, que passa tão rapidamente quanto veio, e que traduz não coisas materiais, mas momentos em que passamos com alguém que gostamos, que nos faz bem.
Você pode se sentir alegre sozinho também. Quando ouve uma música que lhe trás boas sensações, por exemplo. Imagine um transito muito complicado, daqueles de estressar o Dalai Lama. Tudo parado, quilômetros de engarrafamento, e você morto de cansaço pelo dia cheio que teve. Buzinas soam a todo momento por outros motoristas tão cansados quanto você, e que estão tão bravos quanto você por estarem neste mesmo transito caótico. Eis que surge na rádio uma musica bem alegre, como as do Skank ou Jason Mraz, por exemplo. Muda tudo. Sua mente começa a se desligar daquele transito complexo, e viajar nas letras destas músicas. É como se sua mente fosse invadida por um sopro de alegria, que manda o estresse pra longe. Pode não resolver, mas ajuda muito. Ah, e isso serve para quem anda de ônibus e tem aqueles celulares com MP3.
Alegre, contente, feliz... Palavras que traduzem um estado muito bom em nossas vidas. Não que a felicidade se traduza tão somente nesses sentimentos, mas são eles as partes integrantes dela. Sem a alegria e o contentamento talvez não soubéssemos compreender a felicidade. E sem a felicidade, o mundo não existiria a tantos anos. Sim, pois, assim como o som precisa do silêncio para existir, e a luz necessita da escuridão para ter sentido, não haveria sentimento nas pessoas se não fossem a felicidade e a tristeza. Mais que amor, amizade, ódio, angústia e tantos outros sentimentos, podemos traduzir a natureza dos sentimentos humanos em um contraponto de tristezas e felicidades. É assim que somos, num equilíbrio entre o positivo e o negativo, formando sempre o ponto ótimo das coisas, e dando sentido à nossa própria existência.

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Nota: Quero agradecer a todos os leitores tão queridos, que visitam este blog para ler os devaneios que brotam de minha mente. Estou muito feliz com a seleção do Literatura Exposta pela área de blogs VEJA e sei que isso não aconteceria se não fosse pela visita de cada um de vocês. Assim como um dia esse grande amigo que tenho, Cláudio Rizzih, me encorajou a dividir com vocês estes pensamentos que publico aqui, não haveria este sucesso se não fosse pelo interesse que vocês têm de ler o que escrevo, e pelo incentivo que me dão a cada comentário que fazem. A todos o meu muito obrigado, de coração!