E se?

“E se?”. Acho que essa é uma das perguntas mais perigosas que uma pessoa pode fazer. 
“E se eu tivesse feito isso?” 
“E seu tivesse falado aquilo?” 
“E se eu tivesse escolhido o curso de História, feito outra faculdade, aceitado aquele emprego, recusado aquela proposta?” 
“E se eu fizer aquele trabalho, como vai ser?” 
“E seu eu não falar com ela e deixar as coisas como estão?” 
Esse “E se?” nunca rende coisa boa. Só respostas vazias, sem qualquer fundamento. 
Pensar no que poderia ter acontecido, ou no que pode acontecer, desvia a atenção do que está acontecendo agora. E, pensando bem, o que importa mesmo é o agora. 
Hoje, você pode mudar o seu amanhã e lembrar, apenas lembrar, do ontem. 
Esse “E se?” faz você questionar todas as suas escolhas, todo o seu caminho. 
Esse “E se?” é mais do que uma pergunta. É um questionário inteiro de tudo que você fez, faz ou pretende fazer. 
“E se?” não faz bem. “E se?” não ajuda. “E se?” não serve para nada. 
Ao invés de se perguntar “E se?” e imaginar como poderia ser, afirme “vou fazer”, e veja o que realmente vai ser. Afinal, se é para se arrepender, que seja do que foi feito e não do que deixou de fazer. 
Sabe, o “E se?” que gera aquele “deveria ter feito” é o pior de todos. Se eu fosse você, evitava... 

Marina Messias