Meu quase Amor

A luz verde me ilumina, girando e disparando sua claridade no mar imenso.
Me sinto fria e sozinha já que não estás aqui.
Falta teus dedos longos e sua voz grave me dizendo mil coisas diferentes a cada minuto.
Eu me apaixonei pelos seus olhos.
Tão doces e carregados de tanta coisa. Ainda me lembro da foto em que eles estavam visíveis e claros. Eles me trazem paz quando as coisas ficam confusas. Mas ao mesmo tempo deixam um vazio, um grito entalado em minha garganta, uma vontade de ir te procurar.
Mas, eu sei que eu não posso (e nem tem do que) reclamar.
Desde o primeiro dia você foi o meu remédio, me fez companhia em várias madrugadas, ficou perto mesmo tão longe. Me envolveu com pequenas fotos, gravações, rabiscos, frases. Me abraçou com sonhos que parecem tão... Impossíveis.
Não se vá, por favor!
Permaneça aí onde estás, querendo me ver de tempo em tempo, perder horas de sono para elogiar a minha pele e citar arrepios.
Não me faça ficar novamente a deriva, desprotegida.
Não que você tenha me protegido, mas é assim que eu me sinto quando "estamos juntos".
Por Deus, não se vá!
E deixe um dia, não importa a hora, não importa quando, eu te abraçar, te levar para caminhar.
Deixe eu te mostrar o que eu sinto numa distância bem menor dessa que vivemos agora.
Permita-se ser feliz, e eu prometo te fazer habitar nesse estado de espírito pra sempre.
E você sabe que eu não quebro promessas.

Andresa Alvez