Dezembro

Lá vem ele, sorrateiro
Sempre o último a chegar
Tarda, mas não falha
Nascido em sagitário
Ascende até capricórnio
Doze apóstolos
Doze signos
Uma dúzia de meses
O mês do Natal
Do ano, o final
Renova-se tudo
Pra continuar igual
Há quem celebre
Quem queira se reinventar
Há quem repense
Ou que prometa
Em janeiro, o regime
Em fevereiro, carnaval
Março vem com suas águas
Abril e maio, sempre igual
Junho já é meio caminho andado
Julho é o princípio do fim
Agosto e setembro passam voando
Outubro também é assim
Novembro tem setenta dias
Porque em dezembro,
Queira ou não,
Ciclo que se renova
Recomeça outro verão

Celso Garcia