A Ponte

             

A ponte, ela liga dois lugares, uma partida e uma chegada, uma despedida e um reencontro, uma ida e um retorno, apenas uma certeza. A ponte é uma metáfora que levo para férias, o que não deixa de ser regra para a grande maioria que abandona seu lar por algumas semanas em busca de um descanso não apenas físico, uma paz espiritual, uma fuga de uma realidade a qual temos que viver.

Pois bem, a história começa com Márcio que todas férias escolares, sim, escolares, apesar de ser faculdade ainda considera como escola, inclusive com o horário do recreio, ele parte para a cidade das Esmeraldas, em que nada se parece com a mágica Oz. Dificuldade para chegar, facilidade de ficar, tristeza de deixar. 

Nada abala a certeza de que lá tem um pouco de paz, um pouco de riso, um pouco de casa que mora gente, com barulho, bagunça e calmaria. Alguns momentos são aproveitados, outros nem tanto, mas o ser humano é assim, aproveita apenas uma pequena parcela de tudo o que faz. Ao longo das semanas fica mais real a certeza de que no momento em que atravessamos, estamos cada vez mais perto de retornar, o início sempre é apenas a contagem regressiva para o fim.

Ao final, na despedida, o que não é bem uma partida, está de volta a hora de atravessar a ponte, a que separa a realidade fantástica da realidade fática. Apesar do que, post passado disse que BH não está mais tão ruim assim, mas será que não está mesma ?

Marcus Campolina