Os sonhos que não nos permitimos sonhar


Pegando o gancho deixado pelo Leonardo Távora alguns posts pra trás, retomo à ideia do sonho, aquele que nos executamos e aqueles que apenas imaginamos. O sonho assim como tudo na vida necessita de incentivo, seja emocional, financeiro ou o mais importante a coragem. A coragem que digo é enfrentar, ficar nu perante a crítica e lutar para que possamos retirar do campo imagético e colocar no fático, real, viver aquilo que somos, afinal somos feitos de sonhos.

O sonho que não nos permitimos sonhar nos leva a tristeza, a solidão e a frustração. No mundo de hoje, sempre damos desculpas das mais variadas para impedir a concretização da imaginação para o mundo real, a mais famosa é não ter tempo e dinheiro. Temos, quando adultos, a obrigação de vivermos a realidade, esquecer o campo da imaginação e pensar naquilo que for seguro, pois afinal a vida adulta dura muito, enquanto que a infância e velhice nem tanto.

O mundo globalizado e a sociedade nos cobram uma postura rígida diante da vida desde criança. Desde o ensino fundamental já somos condicionados a escolher sempre o que se tem melhor retorno, principalmente o financeiro, e desde cedo temos a nossa asa da imaginação ceifada por tesouras invisíveis que a todo o momento ao decorrer do crescimento nos apara, até que para de crescer e portanto, paramos de sonhar.

Não divagarei mais com um texto longo, mas coloco um desafio pra mim e para o leitor, nunca desista do sonho sem antes experimentá-lo, testá-lo, atestar a sua capacidade de realização. Não podemos nos iludir naquilo que não somos capaz, mas esta conclusão somente podemos tirar se partir de nós mesmos e depois de um julgamento justo de consciência. Confesso que a pouco tempo que comecei a praticar o sonho e está sendo um exercício e tanto.

A pergunta que faço após toda essa explanação é uma só: você se permite sonhar ou também sempre pensa em desistir ?

Marcus Campolina