Críticas de um adolescente: "A Teoria de Tudo"

As férias, meus queridos ... Sim elas acabaram, acreditem, pois eu ainda não consigo. E deixaram para trás este jovem, com extrema saudade de seu tempo livre, entre outras coisas. Mas, com o final das férias, coisas boas também acontecem, não e mesmo? Eis que voltaram meus textos semanais no Literatura Exposta! Alguém com saudade? Hoje irei passar para todos a minha última chama deste tempo que nós, adolescentes, definimos como férias. A última coisa realmente empolgante que fiz nas minhas férias, no exato dia 30 de Janeiro, foi assistir "A Teoria de Tudo", o filme que eu mais me empolguei nos últimos meses para ver. E aqui estão minhas conclusões sobre este filme feito a partir de uma das historias mais tocantes possíveis!
O filme é inspirado no livro "The Theory of Everything", de Jane Hawking, ex-mulher do físico inglês Stephen Halwking, e conta toda a historia de amor vivida pelos dois, desde quando se conhecem ao descobrimento da Doença fatal de Stephen, e suas vidas juntos a partir deste ponto. Stephen tem esclerose lateral amiotrófica (ELA), portanto, ao longo dos anos vai perdendo todas suas capacidades motoras, isso inclui desde andar a escrever ou falar.
O roteiro deste filme foi, em minha opinião, maravilhoso. Por um motivo bem simples: ele mostrou o necessário para se entender todas as dificuldades que os dois enfrentaram a partir da descoberta da doença e como seu romance foi forte a tudo isso.
Os atores não poderiam estar melhor! Eddie Redmayne foi simplesmente genial na apresentação de Stephen ao público! Um personagem que eu tinha certeza que, por mais que fosse o principal, me decepcionaria ao logo do filme, foi o que mais me surpreendeu e cativou. Digo isto porque não importa a que ator você pergunte, com toda certeza é difícil interpretar os vários estágios da doença de Hawking como Eddie o fez! Ficou maravilhoso, no final do filme, o ator realmente parecia uma cópia fiel de Hawking! Jane Hawking, interpretada por Felicity Jones,  também desempenhou bem o seu papel, nos apresentando toda as expressões necessárias para acreditarmos nos sentimentos de Jane, que, convenhamos, são uma torrente e tanto para qualquer ator. A paixão dela e de Stephen não é nada convencional, afinal.
Por fim tenho dois comentários simples e diretos sobre no filme, em minha opinião. É triste, mas até mesmo um filme como este tem seus problemas:

1 - Ele está em exibição em poucos cinemas, pelo menos em São Paulo. Portanto, ir vê-lo foi um esforço um pouco maior do que eu faço de costume, mas, em contrapartida, eu afirmo que vale a pena todo este esforço!
2 - Ouve um brilhantismo grande demais ao Halwking. Eu, como todos, concordo que ele é um grande cientista com ideias brilhantes, mas no filme ele e quase considerado o maior gênio de todos os tempos. Isso não e lá bem verdade, mas, concordemos, afinal, que Hollywood precisa de seu glamour, não é mesmo?

Eis minhas conclusões sobre "A teoria de tudo" em cartaz em todo Brasil. Ei, o que está esperando? Corre lá e assista esse drama espetacular!

Victor Nunes