A outra ponta

Espero não ser a única a ter a sensação de que o céu está longe demais. Literal, fisicamente e sentimentalmente falando... Por motivos de Amores. Ou melhor, de um Amor.
Não passa uma noite sem que eu sonhe com as estrelas e constelações que existem em toda a sua extensão. Muitas vezes, pego no sono imaginando como deve ser contar cada uma delas, tocar, beijar.
Eu sempre penso nos seus olhos como pequenas luas, luas cheias. Luas distantes de mim.
Queria estar mais perto e alcançar teus ombros, acordar e te ver. Queria tirar as palavras e tornar elas realidade.
Mas, o céu mora longe de mim. Mora num lugar mais quente, diferente e não me pertence.
É meio melancólico e dolorido falar sobre isso. Gostar é algo complicado, que mexe com a nossa estrutura, muda o nosso rosto, os nossos dias e pensamentos.
Eu me encho de planos, mesmo sabendo que não deveria, mesmo sabendo que o céu não pode sair do lugar agora.
Junto tudo que tenho, para um dia, que eu queria poder saber dizer qual, eu enfim possa tocar e abraçar as estrelas, ver as luas, ter tudo que eu preciso do lado esquerdo da cama, andando comigo na rua.
Talvez, eu te faça planos que não são teus, talvez eu imagine uma história que não é tua, mas nessa, na que eu escrevo, nós somos felizes e tu nunca estarás sozinho.
Eu seria feliz com as tuas estrelas, eu seria feliz em morar com o céu, eu seria feliz em ter você.

“Que bom se você fosse como a lua 
Que onde quer que esteja possa lhe enxergar 
Ou quem sabe fosse como o Sol
Que me aquece o peito onde quer que eu vá
Teu beijo poderia ser o infinito e ainda mais bonito 
Nunca se acabar 
A tua beleza como das estrelas só que permanece 
Quando a noite vai.”

Andresa Alvez