Os novos tempos de um mesmo amor

Não sei se por ironia, destino ou coisa assim,
Logo agora, nessa bagunça da minha vida,
Foi justamente você quem sorriu para mim.

Não sei se para ser feliz ou coisa outra qualquer,
Apareceu de repente não mais que de repente,
Sem se prestar a dar um aviso nenhum sequer.

Não sei se por ventura talvez realmente mereça,
Que você logo me abrace, deite-me em seu colo,
E me faça mil promessas e que jamais se esqueça.

Aquele seu "nhem nhem nhem" não quero mais,
Esqueça as nossas brigas e desentendimentos,
Dispenso as suas ironias e suas mentiras banais.

Quero viver uma nova era naqueles seus ventos
Que não mudaram de lá para cá, mas que eu
Aprendi a reinterpretar e aceitar com o tempo.

Traga suas coisas e se mude aqui para perto.
Não abandone a sua vida, mas viva a minha,
Pois a sua também vou encarar de peito aberto.