“O Essencial é invisível aos olhos”

Desde que conheci Saint, sou apaixonada por ele e por essa frase que hoje dá título ao meu texto! Frase essa que eu tatuaria no meu corpo sem medo, que eu escreveria em todas as paredes do meu quarto, que eu espalharia outdoors pela cidade com ela.
Durante o cotidiano atordoado e corrido, as pessoas se esquecem de enxergar com o coração, e por isso, preferem dar valor ao que nossos pobres olhos vêem, como por exemplo, a cor da pele, a altura, o status, a massa corporal, as diferenças. Os humildes e eternos olhos do coração por sua vez, não enxergam isso.
Às vezes, eu fico imaginando se todos nascessem cegos! Sim, se Deus nos criasse cegos, como seria?
Penso eu que se fosse assim, o racismo não existira. As pessoas não teriam como tachar aquele menino de “viadinho” ou perder seu tempo falando que o “Filho da vizinha tá namorando um homem”. Pessoas especiais seriam realmente especiais.
Só conseguiríamos ver o que pudéssemos tocar. E é claro, o que pudéssemos sentir. Os únicos olhos que enxergariam, seriam os do coração.
Que bom seria se pelo menos algumas pessoas se lembrassem que existem olhos dentro de nós, e que esses olhos vêem as coisas mais importantes que existe no mundo: O Amor, a Felicidade, a Saudade, a Dor, a Angústia, o Medo.
Eu não vejo o a Dor, mas eu sei exatamente o que ela significa quando eu me machuco. Eu não vejo o Amor, mas eu sinto e sei o que ele é quando minha mãe diz “Eu Te Amo”. Eu não vejo a Saudade, e nem posso expulsa-la de dentro de mim, mas eu sei o seu peso nos dias em que daria a Vida para ver minha Vó novamente.
Sentir é algo único! Fomos feitos com essa capacidade por um motivo!
É triste saber que algumas pessoas se esquecem disso, ou que simplesmente não se importam.
Aprendi desde pequena com meus pais que o essencial é invisível aos olhos.
Aprendi isso ao meu pai me contar que ele que chamou minha mãe para sair!
Digo isso porque, meu pai tem mais ou menos 1,80 de altura! Sempre foi um homem forte, de muita presença. Minha mãe por sua vez, tem 1,47, sempre foi muito carismática, porém, sofreu muito com o preconceito.
Eu poderia desacreditar nisso, e às vezes isso acontece. Mas, quando eu vejo meus pais juntos, sempre lembro que o fundamental só se pode ver com o coração.
Talvez pensar assim faça de mim uma garota careta e inocente. Eu não ligo.
Em um mundo onde todo mundo só enxerga o que não presta, eu prefiro continuar cega.

Andresa Alvez