Os Governantes da Terra do Pão de Queijo

Ao meu redor há um mar celeste
Um oceano azul vibrante e vitorioso.
Isso não pode ser amor. Eu digo:
Não pode ser só o substituível amor.

A mulher que grita a plenos pulmões,
Os amigos abraçados que comemoram
Os incontáveis combates vencidos.
A bandeira que foi fincada no gramado.


Apesar de morar dentro do meu coração,
Não é o amor que na vida se troca.
É motivo de alegrias renovadas a cada ano
Carregando nos ombros muitos canecos.

Aquilo que meu time provoca em mim
Vai além do compreensível pelos meros
Torcedores acostumados às quedas.
Somos os donos absolutos nas Gerais.

O que não entendem do lado de lá
É que fomos muito mal acostumados.
Como aquela avó que nunca mente,
O Cruzeiro Esporte Clube não decepciona.

Apenas cobro sua excelência em campo.
Não aceito que seja menor do que é
Ou se rebaixe, mas, me despreocupo:
Meu time é absolutamente incaível.

O senhor de sessenta que corneta,
A criança que vibra nos ombros
Do pai que não precisou doutrinar
Porque o pequeno já soube de pronto.

É preciso que se aceite logo, minha gente,
Para que doa menos nos adversários.
As cinco estrelas foram feitas para
Lá no topo colher glórias de títulos.

O Gigante da Pampulha é a casa
Do maior de Minas que nas Gerais
Tem as mais homéricas páginas
Heróicas e verdadeiramente imortais.

O que não entendem do lado de lá
É que não há nada que se possa fazer.
A terra do pão de queijo tem governante
Mandam aqui os inconfidentes azuis.

Gustavo Dias