E agora... Sozinhos

Eu tentei, juro! Ser melhor e crescer. Tentei ser mais eu e aparecer. Quis me divertir e aprender. Pedi que me deixasse de novo ensinar o amor a você. Não consegui. Não fui feliz nas tentativas. Você me venceu. Você foi melhor. Eu não te mereci e você se tornou cada vez mais livre. Aprendeu.

Sei que transformo as pessoas. Se te prejudiquei peço desculpas. Nunca foi minha intenção. Fiz de você uma pessoa pior ou me piorei ao ponto de me vitimizar? Nunca soube como agir ou o que fazer para te vencer. Depois entendi que tudo que vivemos não era um jogo. Demorou, mas hoje sou um alguém confiável.

Para sempre nos arrependeremos da chance que perdemos de fazermos a diferença no mundo. O amor nos deu a oportunidade de provarmos sua força. Fomos os eleitos para mostrar a todos que de fato duas pessoas podem confiar mutuamente uma na outra. Éramos nós que abriríamos os olhos das pessoas para o fato de ser possível amar, respeitar e não se preocupar.

Vaidades, ciúmes e intrigas. Todos os males se abateram sobre nossas cabeças. Não fomos fortes o suficiente para passarmos por cima dos obstáculos. Permitimos que a vida decidisse por nós. Não vivemos. Morremos no instante em que deixamos a vida nos levar. Temos, acredite, o dever de carregar a vida. Temos a obrigação de decidir. Devemos isso à condição humana. Precisamos escrever nossas linhas, traçar nossos planos, modificar nossas rotas.

Precisei de tempo para amadurecer a ideia de viver sem você. Hoje, acho que consigo. Nossas tentativas em vão provaram que não estávamos preparados. Nós não somos as pessoas indicadas. Não merecemos do amor tratamento tão especial quanto este.

Eu não sou digno de te amar e exigir que me ame. Eu joguei fora tudo que foi posto em minhas mãos. E você deixou me deixou ir. Não pediu que voltasse, não clamou por mim, não me deu atenção, ignorou meus pedidos, fez-se de rogada quando morri por você, deixou-me de lado... E agora... Sozinhos.

Gustavo Dias