Chegou ao topo, feliz
E ali ficou por um bom tempo
Contemplando a beleza
A grandeza de tal ato, é fato,
Deixou-o orgulhoso de si
Mas, o amor é incoerente
E de repente sente
Lá em cima, momentos depois,
Que ali não é seu lugar
Ele é do mundo, da vida,
De todos e de qualquer um
Lá na cumeeira, à beira,
Perguntou-se e agora?
Vou pra onde, se aqui é o limite?
E perdeu o brilho nos olhos,
Ficou frouxo, chocho
E então desceu, coxo,
Meio manquitola
Desequilibrou-se, perdeu o prumo
E meio sem rumo
Rolou a ribanceira, ralou-se todo
Na queda, no tombo, no escombro
Ganhou mais uns arranhões
Como se ainda tivesse poucos
Apoiando-se nas pedras, nos tocos
Já cego, tateando o caminho
Chegou no fundo do poço
Sozinho