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Não cabe num abraço

Não cabe na circunferência
Dos braços curtos demais
De corpos tais e quais

Não há religião ou ciência
Que a sensação explique ou tente
Que tal emoção recrie ou invente

Haja calma e paciência
Quando se está distante
Dura a eternidade cada instante

Soneto do abraço teu

Abrace-me antes que o sol se ponha.
Pois somos nós quem dizemos do fim.
Não permita que o nosso tempo acabe,
Que a sua angústia se repouse em mim.