Dos pequenos prazeres
Que ficaram para trás
Aquele que mais sinto falta
E nem tanto tempo faz
É de receber cartas
Como as que eu recebia
Papel com cheiro de tinta
Frases com gosto de alegria
Notícias e causos que vinham
Do outro lado de lá
De gente querida e amiga
Cheia de causos pra contar
Às vezes eram de tristeza
Outrora de amor e paixão
Tinha carta sobre vida alheia
Fofoca fresca escrita à mão
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Nuvens e abelhas
Saudade é um ferrão de abelha
Que alguém coloca na gente
Pra nunca mais sair, fica ali,
Doendo pra todo o sempre
Na memória e no coração ferroados
Esses dias um ferrão tem doído muito
Já faz vários anos que não te vejo
Dei-me conta que nem sei mais
Por onde anda, onde mora, como está
Nós, que já fomos da mesma colmeia
Que alguém coloca na gente
Pra nunca mais sair, fica ali,
Doendo pra todo o sempre
Na memória e no coração ferroados
Esses dias um ferrão tem doído muito
Já faz vários anos que não te vejo
Dei-me conta que nem sei mais
Por onde anda, onde mora, como está
Nós, que já fomos da mesma colmeia
Brincadeira de criança
A bala
A bola
Na escola
A cola
O calo
Do kichute
O chute
A corrida
O pique
No galho
A galhofa
O traço
A troça
A bola
Na escola
A cola
O calo
Do kichute
O chute
A corrida
O pique
No galho
A galhofa
O traço
A troça
Numa foto desbotada
Numa foto antiga, desbotada
O sorriso largo, o abraço amigo
A família unida, o lugar de infância
Que não existem mais
Onde está aquele abraço?
Por onde andam as pessoas?
Tudo se desbotou, como a foto
Culpa do tempo, deve ser
O sorriso largo, o abraço amigo
A família unida, o lugar de infância
Que não existem mais
Onde está aquele abraço?
Por onde andam as pessoas?
Tudo se desbotou, como a foto
Culpa do tempo, deve ser
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