Pra lá de tonta, era assim que eu me encontrava. Caminhei sentindo a sala girar até chegar na porta que dava para a garagem, apoiei meu tronco na soleira para fechar minha jaqueta até o pescoço. Na cidade do mar, o vento é sempre mais frio.
Andei segurando a parede até ficar em baixo da janela, escorreguei até sentir que alcancei o chão, e ali fiquei.
A cachorra andava por toda a área, algumas pessoas tocavam violão na sala, um de nossos amigos foi dormir, e eu fiquei ali.
Conforme a noite passava, o frio se intensificava, mas eu não queria sair dali. Ou melhor, eu nem conseguiria fazer isso.