E só cedo, quase oito da manhã, que ele foi me olhar do jeito que eu queria que tivesse me olhado a noite toda.
Os lábios entreabertos, e os olhos fixos no meu rosto, foi o primeiro momento em que eu me senti realmente especial.
Saí tarde de sua casa, com sono e com as pernas doendo; minha cabeça repassava, como um filme, cada cena. Minha memória rebobinava tudo a cada minuto, mesmo sabendo que automaticamente, tudo se auto destruiria. Saí de sua casa grande, maior, não cabendo dentro de mim.
