Hoje quero pedir licença para apresentar uma coisa nova que estou tentando fazer. Versões de músicas internacionais. É muito complicado entrar nessa seara, pois hoje notamos certa falta de senso estético com a poesia das versões de hits internacionais. É preciso ter muito cuidado ao pensar em uma versão, pois, num mundo globalizado e com a internet, é muito simples traduzir uma canção, e notar que a versão em português fugiu completamente à proposta do original. Por isso, grandes canções, para serem imortalizadas em nossa língua também, precisam de muito cuidado e acabamento, senão serão estigmatizadas e esquecidas.
Andrea Bocelli é um dos mais aplaudidos cantores líricos da nova geração, não apenas na Itália. Particularmente, eu o considero um grande intérprete, e um fabuloso letrista. Bocelli é dessas pessoas que procuram não ter preconceitos com os ritmos, e perpassa-os, trazendo suas influências para o clássico. Daí surgem coisas incríveis como Simplecemente, L’abitudine, Vivere (Dare to live), dentre várias outras canções que transitam entre os tons clássicos e a malemolência de outros ritmos musicais muito interessantes.
A música é muito mais que um punhado de batidas que produzirão um som convergente. É, acima de tudo, um estado de espírito. É um veículo que eleva nossa alma, e nos faz ter sensações por vezes incontáveis. É mágico poder transformar poesias em sonoridades. Boa leitura!