“Mesmo que entristecidos, / Não chorem minha morte. / Dela não sabem nada. / Lamentem a morte de muitos / Pela autodestruição crescente / da humanidade acabada.”
Há muito tempo, o Professor Marcelo Freitas – sábio mestre em filosofia – havia escrito os versos destinados a sua lápide. O epitáfio escolhido era de conhecimento de toda a família e seus amigos mais próximos reconheciam naquelas palavras a tradução de sua maneira de viver. A simplicidade, a generosidade e a gratidão eram traços marcantes de sua personalidade. As palavras do professor estavam escritas em um banner providenciado para a ocasião.
- Morreu o professor de todos nós – começou assim o discurso de Paulo Freitas, irmão e amigo mais íntimo do falecido.