Eu não tinha as pernas mas te tinha, todo dia, o tempo todo.
Vi de perto cada mudança tua, teu rosto ter e não ter formas. Vi o pálido, o branco, vi o normal.
Te vi nu em pêlo, te vi sem eles também.
Me lembro das luzes das árvores quando estavas aqui, e como doía falar das pernas de outras moças, das danças delas e das vozes. Eu sempre fui só uma flor.