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Criticas de um adolescente: "Por que as pessoas vem filmes ruins?"

Acabo de chegar em casa após assistir "A Falha de San Andreas" ... serio? Olha eu me senti obrigado a ver este filme, já que mesmo após tantos filmes bons este ano, esta "coisa" conseguiu ficar entre os mais rentáveis do ano ... Olha os efeitos são realmente de tirar o fôlego e blablabla ... Mas só isso? Eu preciso de mais do que isso! Eu preciso de roteiro! Eu preciso de atuação! Eu preciso de algo que me envolva! Não posso simplesmente ir no cinema ver um monte de efeitos de catástrofe em sequencia e ir embora satisfeito! Se fosse possível gostaria do meu dinheiro de volta! É isso pessoal, se vc gosta de efeitos bons, este e o seu filme. Se você por algum acaso gosta de cinema ... o cinemark em São Paulo tem seções aonde passam filmes antigos toda quarta, sábado e domingo, recomendo. Obrigado.

Para completar quero compartilhar um fato sobre mim. Quando estou extremamente nervoso eu ouço musica russa para me acalmar ... este filme necessita disso ... Selo N Ludy thanks for exist.

Victor Nunes

(Sim estou atrasado 4 Horas ... peguei seção da meia noite e este infeliz filme dura 3horas!) 

Paciência, para nós e o nosso mundo!

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não pára...

A vida é mesmo uma dádiva. É um eterno aprendizado. Sempre que achamos que aprendemos a viver, algo novo surge para nos impressionar e nos desafiar. É interessante ver que, mesmo enquanto o tempo insiste em não esperar ninguém, cada pessoa tem um ritmo, o seu tempo. Existem pessoas, para as quais o mundo pode estar acabando, que continuam a seguir no seu compasso, sem se importar muito com o que delas se vai falar. São as pessoas que, talvez, mais se aproximem do sonho eldorado da felicidade.

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...

Cada dia que passa as coisas caminham de um jeito muito célere, falando nas generalidades. Ainda assim podemos perceber o quanto isso influencia nas vidas das pessoas. Umas vivem atoladas de coisas para fazer, preenchendo seu tempo de tal modo que ficam impedidas de sentarem-se à mesa com amigos. Essas dizem sempre “não tenho tempo pra nada”. Outras pessoas, metódicas na divisão do tempo que possuem, sempre têm tempo pra fazer o que desejam em seu lazer, sem esquecerem-se de suas responsabilidades e dos seus compromissos assumidos. Estas são pessoas que geralmente ensinam os outros a viver.

Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...

Paciência! Ainda que estejamos todos nos atropelando diariamente, na ânsia de viver no hoje todas as alegrias e os prazeres que temos toda a vida para desfrutar, o mundo sempre ensina que não se consegue a solidez sem ser paciente. Sim, pois nenhuma das alegrias da vida se constrói da noite para o dia. É preciso ter a calma e a tranquilidade para planejar suas ações, claro, sem que isso se transforme em passividade, pois ser proativo é uma das maiores qualidades dos vencedores. Eles têm tudo na medida certa. Acho que é por isso que vencem.

O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...

O tempo passa... E não costuma perguntar para nós se estamos prontos para essa passagem. E em nome da felicidade se cometem os maiores atropelos do mundo. Erros mesmo. Grotescos. Fazemos atrocidades, no atolando na lama das regras cegas de nossa sociedade, criando muros ao invés de pontes, cada vez mais rapido, de acordo com o ritmo veloz das transformações do mundo. Nos entrincheiramos em nossos preconceitos e ficamos ilhados, cercados pelos nossos medos, criados muitas vezes por nós mesmos. Só que o mundo também ensina a sermos mais calmos, mais pacientes, mais tolerantes...

Será que é tempo que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

Ninguém quer saber do seu futuro. Assim como procura nem se lembrar do que já passou. Tudo o que vale é o hoje, o agora, o prazer imediato. Amanhã? Ah, amanhã procurou um novo prazer de momento para me divertir. Felicidade duradoura não é o objetivo de nossa sociedade. Nos afundamos em alegrias momentaneas, e ficamos cada vez mais viciados nisso, que deixamos de perceber que existem sentimentos, como uma boa e verdadeira amizade, que nos dão mais alegria e por periodos mais longos de nossas vidas. Assim, se um dia as coisas não saem como pensávamos, ficamos submersos em um mixto de tédio e tristesa, com o coração apertado, sem vontade de viver. Perdemos tempo achando que o estamos ganhando, com a rapidez com que vivemos nossas alegrias fullgazes.

A vida não pára...

A vida é uma dádiva. Ela não cessa, e pode ser muito boa e agradável, e também um pesadelo de momentos que queremos que passem logo. Sim, nossa vida é feita de momentos, de fases... Cabe a cada um de nós escolher se queremos momentos bons que sejam sucedidos por outros momentos bons, e duradouros, ou se vivemos uma sequencia louca de uma vida onde, ao chegarmos no fim da linha, olhamos para trás e vemos que foi tudo em vão. A vida é rara... A vida não pára... A vida e o tempo... O tempo que passa... Tempo que não volta... Vida que segue seu rumo. Olhe para si. Faça sua vida andar como você deseja, e conquiste a sua felicidade, do seu modo, no seu tempo. Então você vai viver, sem jamais se arrepender.

(A letra acima citada é da música “Paciência”, e pertence a Dudu Falcão e Lenine)

O apagar das luzes

Por aquela praia ele caminhava. Sem destino, Quase sem um caminho. Precisava pensar um pouco em sua vida, nas coisas que ele fez, ainda que sem querer. Aquele destino, lógico, ele não gostaria de ter. Mas não mandamos nas consequências das nossas ações. Podemos prevê-las, e tomar medidas para que elas não ocorram, mas, uma vez que existem as nossas ações, é inevitável a consequência. É o natural da vida. Uma relação de causa e efeito, da qual é impossível nos livrarmos. Só existe uma forma de fazer com que consequências ruins não cheguem às nossas vidas, e esta coisa é, sem dúvidas, a boa ação. Ele não previu. Embarcou no carrossel de emoções, levado por outros impensados. Ele se deixou levar.
O mais complicado nas relações humanas é o sentimento legítimo de soberania pessoal que cada ser humano tem. Dizem ser o tal Livre-Arbítrio dado por Deus aos humanos. De qualquer modo, é algo muito difícil de lidar, sobretudo porque os homens que aprenderam a usar com sabedoria seu destino livre nunca foram possuidores de forças para fazer com que, ainda em vida, suas ideias fossem disseminadas para o maior numero de pessoas ao redor do globo terrestre. E quem não entendeu que soberania pessoal é uma coisa que não exclui a responsabilidade pelas ações consigo e com o todo, pela história afora, sempre teve um espetacular poder de convencer outras pessoas a segui-los, irracionalmente.
Assim a humanidade caminhou, por um destino torto, sempre povoado por conceitos mal formados e intenções obscuras dos atores que dão vida aos personagens da nossa trágica vida real. Ao falar em comprometimento com a humanidade, o ser humano demonstrou sua faceta mais demagoga. Em nome do bem da humanidade guerras inúteis foram travadas. Em nome de uma sociedade perfeita, milhares foram obrigados a servirem em campos de trabalho forçado de países onde, no papel, o bem era comum a todos, mas, na prática, só para os companheiros do regime. Em nome de uma “raça” pura, genocídios foram cometidos contra povos indefesos. Em nome da liberdade, muito se matou, por vezes com requintes de crueldade.
Pelo desenvolvimento humano, experiências infames foram feitas. Animais indefesos foram brutalmente castigados, sem o direito de dizer não. Até porque sua linguagem não era inteligível aos homens. Com a desculpa da pressão por alimentos, se devastou o mundo. Não que florestas fossem a única fonte de renovação do ar e de purificação da água, mas elas estavam ali, há milênios, fazendo a sua parte em nome do verdadeiro equilíbrio das coisas. O homem tratou como inimiga sua maior parceira na aventura da vida. A natureza cobrou seu preço. E a sociedade “perfeita”, tão procurada, logo se perdeu. Vidas se foram. Mas a vida não se renovou. O sonho de liberdade individual, mal explicado e nunca entendido, foi o cadafalso velado da humanidade.
Aquele homem que andava sem destino pela praia era o ultimo ser humano vivo na face da terra. Ele já não nada a fazer, pois, o resultado de tudo também era culpa dele, que, ainda que não tenha derrubado uma árvore sequer, nem inundado sua cidade com seu lixo, foi certamente omisso. Sim. Ele se calou. Não gritou quando era o tempo de fazê-lo. Agora já era muito tarde. Já não havia mais nada o que fazer. As poucas árvores sobreviventes não conseguiam lhe dar mais o ar puro que ele precisava para viver. Os rios estavam todos imundos, impróprios para oferecer-lhe água. Os vegetais, tão necessários para sua alimentação já não mais existiam, pois a terra era infértil. O fogo consumia tudo, mas não para renovar, pois já não havia mais renovação possível no mundo.
Então, na praia, ele sentou. Para o mar ele olhou. Ficou contemplando-o daquele modo, intensamente. Aquela era certamente a ultima visão que ele teria em sua vida. Já não havia mais esperança. Nada mais se dava para fazer. Só o que se podia minimamente plausível ser feito era ficar ali, sentado, esperando a morte chegar. E ela não se demorou. Com um sopro fez o corpo dele na areia escaldante recair. Pronto. O fim! Toda alegria acabou. Toda beleza se foi. Nada mais resta na terra. Chegamos ao fim do mundo. Não existia mais nenhum som. Apenas o silencio nos dominava. O fim chegou e não havia mais ninguém para dizer adeus. Desfaça-se a luz, pois a aventura acabou.