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Ao sabor de duas almas

Entra no meu coração
E sentencia que quer habitá-lo
Me pede a permissão
E eu não posso jamais negar
Pois sei que antes
Ao ouvir a palavra amor
Eu tremia

Estilhaços

Ontem quebrei uma caneca. Não qualquer caneca. Quebrei a primeira da minha coleção. Já estava trincada na borda, é verdade, fruto de um dos muitos tombos que levou. Mas, ainda estava inteira e dela fazia bom uso. Pra tomar café não tinha igual...
Era preta, a caneca, tinha um desenho de um super-herói estampado de lado a lado. O desenho já estava desbotado, gasto pelo tempo. Mas, ainda era bonita, vistosa. Uma pena ter quebrado. Ficou lá, em centenas de pedaços pelo chão. E eu ali, em pé ao seu lado, contando cada estilhaço, pensando em como voltar no tempo ou, pelo menos, como colar os cacos. 

Insensato Soldadinho

Brasil. Ano de 2014.
Mais um final apoteótico. Mais um sucesso de público. Mais uma interpretação espetacular em sua carreira. A crítica se rende mais uma vez ao seu talento. O que mais pode querer José Henrique Martins? Ator de raro talento, ali está recebendo mais uma gama de aplausos naquele momento. O público está aos seus pés. Ele conseguiu mais uma vez. Naquele palco, ele sempre reinou absoluto. 
Flores atiradas. Aplausos fervorosos ouvidos em todas as dependências do formidável teatro. Sem dúvidas esse é o seu melhor momento. Dalí, seu nome seria comentado – mais uma vez – em todas as rodas culturais do Brasil e do mundo, visto o bom número de turistas estrangeiros que afluíram para assistir seu desempenho especialmente nesta noite.