Dei um ultimato ao amor. Decidi que ou ele se decidia ou estava tudo decidido. Não aceitaria mais viver as suas desventuras atrapalhadas que a cada dia me traziam uma nova desilusão. Por muitos dias eu havia implorado, tentei negociar e propus uma retirada pacífica. Não adiantou. O amor, duro e custoso não arredava o pé da minha vida bandida.
O próximo final de semana era o prazo limite. Dessa vez as coisas funcionariam conforme minhas determinações. Já havia feito concessões de mais ao sentimento mais nobre e mais ordinário. Não entendia como era possível, mas ao mesmo tempo que me fazia sofrer, mais e mais eu o queria. Sua presença em meu peito era imperativa. Sua ausência, decreto da minha morte espiritual.