Eram exatas sete horas da noite e tudo lá fora estava escuro.
Eram tempos de muito tempo aqueles.
Olhar para o breu era tão medonho quanto os horrores do dia.
Nos jornais, os donos do poder anunciavam um tempo de paz.
Qual paz? Aquela vinda pelas mãos de grandes boçais?
Amordaçavam imprensa e prendiam líderes, para se firmarem.
Senhores da guerra, incautos e arautos de uma paz rouca e pálida.
Terror? Ora, maior terror é o que se impõe às mentes.