Um dia, ao despertar, percebi que minhas vontades eram tantas que não podia dar conta de todas elas nem que vivesse mais mil anos. Precisei colocá-las no papel e estabelecer uma lista de prioridades. Não resolvi meu problema. Descobri que as prioridades eram tantas quantas minhas vontades.
Foi nesse dia que percebi a imensidão do mundo e suas possibilidades infinitas. Observei de perto meu egoísmo (de tudo querer) e perguntei a mim mesmo se de fato estas eram as necessidades da minha vida. Desde então, coloquei-me a disposição do tempo e estabeleci como propósito de vida a perseguição às coisas que de fato pudessem contribuir para que eu fosse uma pessoa melhor. Novamente empunhei papel e caneta e decidi listar apenas as exigências que meu corpo e minha mente faziam para a sobrevivência. Terminada a tarefa.