O que vem a ser felicidade?

Muitas são as músicas que falam de felicidade. Ela está em toda parte. Alguns choram sua falta. Mas todos concordam que este é um estado de alegria que tanto procuramos em nossas vidas. Os romances narram costumeiramente a procura do protagonista pela sua felicidade. Para isso, ele precisa passar por caminhos incríveis, vivendo verdadeiras aventuras, com o intuito de alcançar esse bem maior, refletido muitas vezes no amor, fazendo dele “feliz para sempre”. Para conquistar isso, ele passa por maus bocados, que o fazem crescer internamente, para, assim, se fazer merecedor do amor que tanto o alegra.
Aliás, o amor é o maior motor da felicidade que a mente humana consegue imaginar. Quando estamos amando, tudo fica tão mais fácil, que até mesmo um caminho de grandes desafios se faz tranquilo. Realmente somos capazes até de mudar nosso modo de ser por causa da pessoa amada. Acabamos nos tornando melhores para fazer feliz a quem amamos. Mas, como tudo no mundo, o amor também possui seu lado nefasto, dolorido, angustiante. Quando não é correspondido, pode levar à loucura, pois o ser humano depende dele para ser feliz, e não consegue enxergar uma vida contente sem que nela esteja inserido este tão nobre sentimento.
As amizades que cultivamos ao longo da vida também podem nos levar à nossa tão sonhada felicidade. Quem tem amigos de verdade, sabe que é feliz. Mesmo quando somos traídos pelo falso amor que achávamos ser verdade, são os amigos os responsáveis por nos trazer de volta à realidade, tirando-nos do limiar da insanidade que a dor de amar alguém erroneamente pode nos levar. Um filósofo disse, sabiamente, que na alegria temos muitos amigos, mas na tristeza é que temos os melhores. São esses que ficarão por toda nossa existência, pois, ainda depois de nossa morte, ainda restará uma boa lembrança a ser contada por aqueles que cativamos com nossa amizade
Ter uma vitória também é algo que nos traz nossa estimada felicidade. É inegável que ficamos embriagados quando vencemos alguma coisa. Que seja uma corrida de sacos, em uma animada gincana, ou uma copa do mundo de futebol, ou até mesmo uma olimpíada, ficamos tão contentes que esquecemos completamente que do outro lado existe alguém que se entristece com a derrota. Os esportes são o melhor exemplo dessa felicidade espontânea e efêmera que sentimos. Todos os anos as torcidas de futebol cantam, bebem, fazem piadas, porque seus times conquistaram mais um título. E todo anos isso se repete como se fosse o primeiro.
Mas, note, nenhuma dessas demonstrações de felicidade é eterna. Nem mesmo a amizade, que considero a mais duradoura de todas. Por quê? Simples. Se houvesse felicidade eterna, o homem não precisaria estar sempre melhorando seu intimo para se tornar capaz de ser feliz. Não é a felicidade o fim que procuramos, mas o motor para buscarmos uma finalidade maior, que para muitos é um grande mistério, mas que, na realidade, é algo simples, mas que depende do nosso empenho para alcançarmos.
A felicidade é, portanto, uma recompensa por uma conquista pessoal, mas fullgás, pois, desta maneira, você terá que continuar crescendo como pessoa para continuar sendo capaz de receber essa recompensa, num caminhar constante e incessante, que, ao invés da felicidade eterna, nos trás sabedoria. Esta sim, não nos abandona nunca, pois jamais esquecemos as verdadeiras lições que precisamos aprender com a vida e para ela. No fim, tudo o que buscamos não é sermos felizes, mas nos tornarmos sábios, conhecedores da maior maravilha que a natureza já produziu: Nós mesmos.

Poder te amar

Queria tanto saber como deve estar
Você que alegrou esse meu viver
Hoje eu queria poder te falar
As coisas que nunca cansei de dizer

Onde nasceu esse amor
Não tem espaço pra dor
Meu coração sempre diz
Só com você eu sou mais feliz

Eu quero muito poder te amar
Mesmo que tenha que desafiar
Os obstáculos pra contigo ficar

Sentir sua fragrância
Andar com essa esperança
Fazer você feliz

A vida me deu um presente
Trouxe seu sorriso para mim
Tem gente que nem sente
Como é bom ter um amor assim

Será que você quer me amar? (Diga que sim!)
Será que também sou o seu viver? (Diga que sim!)
Será que você também consegue sentir? (Diga que sim!)

Hoje me resta sonhar
Alguém dominou seu ser
Você não pode mais me amar?
Preciso muito me reerguer

Quero muito poder te amar
Mesmo que tenha que desafiar
Os obstáculos pra contigo ficar

Sentir sua fragrância
Andar com essa esperança
Fazer você feliz

Diga que sim! Só essa palavra...
Venha pra mim! Você é tudo o que eu sonhava.

(Escrever uma poesia é algo infinitamente mais complexo que um pequeno texto. Bom, eu tentei que vocês pudessem sentir, ao ler, tudo o que eu sinto, e que me fez escrever essa letra. Só não sei colocar música nisso. Enfim, tomara que gostem)

Amigos: Coisa pra se guardar...

Ah, a amizade. Nada é tão importante na nossa vida social quanto ter amigos. Isso acontece porque o ser humano não foi feito para a solidão. Por isso sentimos empatias gratuitas pelas pessoas, e nos tornamos amigos delas ao ponto até de ajudarmos que se passe qualquer percalço que se coloque na frente das vidas dos nossos amigos, ainda que para isso só seja necessário parar, ouvir, calar, confortar. Esse é o sentido da verdadeira dádiva que é ter um amigo.
Durante anos, principalmente a partir do início da adolescência, formamos nossas relações afetivas, expressadas de várias formas. Daí surge os grandes amores dos restos das nossas vidas, que podem acabar no outro dia, e serem substituídos por outros grandes amores, até que percebamos que o amor é um sentimento efêmero, que depende enormemente da amizade, dessa empatia natural que temos com as pessoas, pois todo grande amor começa com um afeto que se manifesta inicialmente como a conquista de novos amigos.
Só depois que passamos algumas decepções amorosas, perfeitamente curáveis, é que começamos a dar valor ao poder de se ter um amigo. É nesse momento que aquela música do Milton Nascimento faz todo sentido: “(...) Amigo é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito, dentro do coração (...)”. É bem isso mesmo. Não basta termos um monte de amigos, sermos populares, se a qualidade dessa amizade é ruim. É como estarmos sozinhos em meio a uma multidão, pois se não temos bons amigos, não conseguimos confiar em ninguém, e isso acaba, certas vezes, por acabar com a confiança que temos em nós mesmos.
Existem aqueles ditos melhores amigos de infância, ainda que tenham se conhecido há pouquíssimo tempo. Existem também aquelas amizades silenciosas que se guiam quase que por telepatia. Um não precisa nem falar qual o problema ou a piada para que o outro entenda. Basta um olhar, e já se compreende tudo. Existem ainda as amizades que o tempo ou a distância separaram, mas que ficam nos corações das pessoas de tal maneira, que quando há um reencontro, parece que os amigos se falaram ontem à noite, numa ida ao bar. Essas são as amizades sólidas, que nem o tempo, nem o distanciamento, conseguem destruir.
Claro que uma amizade não é certificado de felicidade eterna. Ela também tem seus altos e baixos, pois somos humanos, e temos nossos defeitos, tanto quanto são grandes nossas virtudes. A vida é imperfeita. Não devemos esperar que nossos amigos sejam perfeitos, pois seria o mesmo que imaginar que o céu fosse sempre bonito, quando ele também tem seus dias em que nuvens cinzentas aparecem, gerando tempestades, que certamente passam, e que são necessárias para a vida, tanto quanto o sol que este céu límpido nos trás.
Quase que sem querer, podemos fazer amigos tão importantes quanto quaisquer outros entes da sociedade, como a família e um amor, por exemplo. Por vezes, são os amigos que nos ouvem, nos estendem à mão, ou até mesmo nos salvam. Um pensador um dia disse que os amigos são anjos que nos são enviados para nos alegrar, animar, aquietar, ou até mesmo para nos ajudar a chorar. Eles são verdadeiramente um alicerce que temos, assim como somos para eles um porto seguro também. Essa cooperação é o que faz com que queiramos ter amigos sempre, e, de preferência, em todo lugar. Quem tem um amigo nunca está só. São privilegiados os que possuem o dom de se doar em prol do próximo, pois certamente nunca serão desassistidos.
Eu tenho amigos muito bons. E agradeço sempre por tê-los. Peço sempre aos céus por cada um, assim como peço para que eu possa ser tão bom quanto estes valiosos amigos são para mim. Afinal de contas, não somos nada sozinhos. Quem tem amigos não vive na solidão. Só é forte aquele que é humilde o suficiente para estender seu ombro a um amigo, pois só se é feliz quando se faz contente a quem admiramos, seja por nossas ações, atos ou palavras.
Mas não espere seu amigo ficar triste ou doente para dizer-lhe o quanto é importante para você. Do futuro nada sabemos. O melhor é aproveitar tudo de bom que temos ao nosso alcance agora, inclusive a prazerosa companhia dos nossos amigos, para que, nesse distante futuro, possamos saber que somos felizes porque sempre tivemos a amizade como o sentimento mais legal das nossas vidas. Aí poderemos chegar à conclusão de que nada foi em vão. Tudo faz o maior sentido!

O futuro é apenas tudo o que não sabemos!

A vida é mesmo um amontoado de novidades que nos surpreende a cada momento. Por mais que você pense no que deve fazer nas próximas horas ou nos próximos dias, sempre existe o tal do fator surpresa. Sim, pois é impossível prever como será o amanhã. E quem disser ser possível, certamente falta com a verdade. É inverossímil acreditarmos que podemos controlar as nossas vidas. Se nós temos a certeza de que se nascerá um novo dia, pouco se sabe sobre ele, ou sobre o que será de nós a partir dele.
O que se pode dizer disso tudo? Apenas que é intrigante viver com essa incerteza. É legal notar o quanto somos frágeis diante do futuro. Não há nada que nos coloque mais medo que o medo do “daqui a pouco”. Sabemos que ações nós queremos tomar, mas não sabemos como essas ações deverão se processar. Tudo depende do momento. Nesse jogo, quem dá as cartas é o destino, e nós aprendemos rapidamente que a única coisa que podemos fazer é aprender a jogar com estas cartas, e fazer de nossas vidas o melhor possível.
O amor, por exemplo. Quer coisa mais imprevisível e confusa que amar? Ninguém nunca está preparado para se afeiçoar a alguém. Existem várias relações humanas que denotam afeto, mas nenhuma é mais arrebatadora, e até mesmo fullgás. Vem de repente. E toma conta das nossas vidas de modo tão incrível, que quando assustamos, já é tarde. Estamos apaixonados. Daí em diante é tudo muito bom, muito legal. Queremos passar horas a fio com aquela pessoa que nos cativou de modo tão surpreendente.
Assim como é terrível o fim do amor. Muitos tentam de tudo para restabelecê-lo. Mas é em vão. Quando se quebra a corrente mágica que une dois corações, é complicado continuar mantendo uma relação. Muito conseguem manter as aparências, e levam anos afundados em um casamento falido, regado a intrigas e traições de toda sorte. Tudo porque nenhuma das partes admite que acabou. Todos têm sempre a esperança de que no futuro, poderão voltar a viver como no passado. Jogam com a sorte, com a incógnita de um novo dia que se aproxima, imobilizando-se, cessando seus dias de hoje na esperança de encontrar a felicidades prometidas pelo amanhã.
É certo que a esperança move o mundo. É muito bom, e importante até, termos esperança de que o amanhã será melhor do que o que vivemos hoje. O ilógico é parar de viver o hoje, esperando que nesse futuro tenhamos a vida que sonhamos enquanto deveríamos viver. Claro que ninguém deve fazer loucuras, tendo o futuro como uma incógnita. Nossas vidas mudam como muda o vento, mas nem sempre essa mudança representa um giro de 180º nas nossas aspirações, sentimentos, e até mesmo desejos.
Viver é uma grande e prazerosa aventura. Ainda que complicado de definir, o futuro se apresenta sempre mais bonito que o presente. E é bom que seja assim. Sem nos esquecermos de quem somos, nem de onde esperamos chegar, o bom mesmo é encarar esse futuro de peito aberto, sem medo nenhum de ser feliz. Afinal, quem sabe o amor já está ali, na curva, só nos esperando passar por lá?
Viva, e procure fazer com que esta vida possa lhe trazer boas lembranças, para olhar para o passado e dizer: “Putz! Valeu a pena hein...”